Produtora do Azeite Sabiá se lança no mundo dos espumantes
Conheça a Cave Sabiá, que estreia seu primeiro rótulo após a colheita de uvas no Rio Grande do Sul
Acostumada com a elaboração de azeite, no caso, da premiada marca Sabiá, desde 2014, a produtora Bia Pereira tenta se adaptar ao tempo do vinho. Se o óleo das azeitonas está ideal para consumo logo após ser extraído, a bebida desenvolvida a partir de uvas precisa de meses, anos, para ficar pronta. “É uma ansiedade muito grande”, conta.
Em 2020, ela e o marido, Bob Costa, deram de produzir também espumantes e montaram a Cave Sabiá, em Encruzilhada do Sul, na Serra do Sudeste, no Rio Grande do Sul — terra que consideram mais propícia aos espumantes que a Serra da Mantiqueira, onde a empresa de azeites surgiu.
Com comandos do enólogo italiano Massimo Azzolini, que construiu a carreira nas prestigiadas regiões de Franciacorta e Trento, e a sociedade com o engenheiro agrônomo Emanuel De Costa, obtiveram a primeira colheita nos 6 hectares que têm plantados de uvas em 2024.
A primeira edição do Grande Cuvée, elaborado pelo método tradicional com chardonnay (90%) e pinot noir (10%), deve chegar ao site da marca e a empórios até março, com o preço sugerido de R$ 150,00 a R$ 180,00. Direta e de acidez vibrante, é a porta de entrada.
Ainda estão maturando nas garrafas os espumantes Cuvée Beatriz e Blanc de Blancs. As 1 200 garrafas de cada um deles devem entrar no mercado até 2027. Ainda está previsto o lançamento de uma versão com passagem por madeira, mas mais para o futuro. O tempo do vinho espumante é outro.
Publicado em VEJA São Paulo de 30 de janeiro de 2026, edição nº 2980.
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