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Vinho e Algo Mais Por Por Marcelo Copello Especialista na bebida, Marcelo Copello foi colunista de Veja Rio. Sua longa trajetória como escritor do tema inclui publicações como a extinta Gazeta Mercantil e livros, entre eles "Vinho e Algo Mais" e "Os Sabores do Douro e do Minho", pelo qual concorreu ao prêmio Jabuti

Chianti, um clássico em alta

Vinda da Itália, variedade ajudou no crescimento das vendas de vinho do país

Por Marcelo Copello Atualizado em 20 jan 2022, 14h58 - Publicado em 12 nov 2021, 06h00

Os vinhos italianos estão em alta no mundo. A Unione Italiana Vini (UIV) noticiou recentemente um crescimento recorde nas exportações de vinho no primeiro semestre de 2021, com 16% em valor e 6% em volume, ultrapassando a sonora marca de 1 bilhão de litros. No Brasil, segundo números da Product Audit, no mesmo período, a Itália cresceu 13% em valor e 8% em volume. O que mais chama atenção, porém, é o crescimento em valor agregado. No Brasil, esses vinhos tiveram um aumento de 33% nas importações nas categorias premium e super premium (respectivamente vinhos acima de 51 dólares e 101 dólares na origem, por caixa de doze garrafas). Certamente uma das locomotivas desse crescimento é o chianti, que protagonizou nas últimas décadas um caso raro de virada de imagem e de qualidade.

Até os anos 1990, o nome chianti no rótulo era associado a um vinho modesto, que raramente alçava voos mais altos de qualidade e preço. Após décadas de trabalho sério, desde o vinhedo, passando pela legislação da região, até marketing, sem deixar de ser um vinho de grandes volumes e de preços acessíveis (nas categorias de entrada), hoje os melhores chianti não devem nada aos brunellos, barolos e amarones.

Uma nova categoria de chianti, chamada gran selezione, abriu caminho para essa consolidação. Quando criada, em 2014, representou 4% de produção de chianti classico. O sucesso foi tanto que os gran selezione e os riserva juntos compõem atualmente cerca de 40% da produção e 50% das vendas, elevando a qualidade, o preço médio e, sobretudo, a imagem do chianti classico.

É bom lembrar que existem dois tipos básicos de chianti. O chianti classico é o produzido na zona geográfica entre Florença e Siena, originalmente demarcada no ano de 1716. Possui três níveis: chianti, chianti riserva e chianti gran selezione. Todos devem ser feitos com um mínimo de 80% sangiovese. Respectivamente o período mínimo de amadurecimento em madeira e garrafa antes de ir ao mercado é de doze, 24 e trinta meses. Os gran selezione são feitos de uma seleção das melhores uvas de vinhedos próprios. O outro tipo, chianti sem sobrenome classico, vem dos territórios em torno, uma zona alargada e oficializada em 1930.

Mazzei Ser Lapo Chianti Classico Riserva DOCG 2017
Um riserva de um dos produtores mais tradicionais da região, Mazzei, sempre com ótimos vinhos. Elaborado com 90% sangiovese e 10% merlot e doze meses em barricas de carvalho. De cor rubi entre clara e escura, aromas de madeira, cereja, alcaçuz, tabaco, notas terrosas. Paladar estruturado, ótima acidez, taninos presentes, 13,5%
de álcool. Excelente, ainda jovem. Para guarda. R$ 279,90. Compre aqui: evino.com.br.

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Santa Cristina Chianti Superiore DOCG 2018
Do importante produtor Marchesi Antinori, elaborado com sangiovese, parcialmente amadurecido em barricas por nove meses. De cor rubi violácea, aroma frutado, notas minerais e de madeira. Paladar de médio corpo, taninos médios, boa acidez, gastronômico, um bom chianti para o dia a dia, para pizza e massa. R$ 179,90. Compre aqui: evino.com.br.

Brancaia Chianti Classico Riserva DOCG 2016
Um riserva, elaborado com 80% sangiovese e 20% merlot, com dezesseis meses em barricas de carvalho. Notas de baunilha, madeira nova, frutas vermelhas, violetas. Paladar de bom corpo, taninos doces, acidez correta, 14% de álcool, estilo mais moderno, madeirado e macio. R$ 349,69. Compre aqui: amazon.com.br.

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