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Barbara Demerov Filmes e Séries - Por Barbara Demerov Aqui você encontra críticas, entrevistas e as principais novidades sobre o mundo do cinema e do streaming

Já quis ser artista? Tick, Tick… Boom! deve mexer com seus anseios

Musical é dirigido por Lin-Manuel Miranda, de Hamilton, e estrelado por Andrew Garfield; filme está disponível na Netflix

Por Barbara Demerov Atualizado em 2 dez 2021, 17h36 - Publicado em 3 dez 2021, 06h00

O tempo corre depressa em Tick, Tick… Boom!, como uma bomba-relógio perto de disparar. A explosão prestes a acontecer, no caso do musical disponível na Netflix, é dentro da alma do protagonista.

Vivendo os últimos dias antes de completar 30 anos, Jonathan Larson (Andrew Garfield, que revela pela primeira vez seu talento para cantar) sente que precisa escolher de uma vez por todas entre perseguir uma carreira como compositor na Broadway, depois de várias tentativas frustradas, ou se render à estabilidade financeira que um trabalho burocrático no mundo corporativo pode oferecer.

O dilema, capaz de gerar identificação em qualquer jovem adulto que um dia sonhou em se dedicar integralmente a uma atividade artística, move o longa. Em sua estreia na direção para o cinema, Lin-Manuel Miranda (ele próprio um fenômeno da Broadway por causa do sucesso de Hamilton) capta o sentimento de urgência e filma um protagonista inquieto, com a mente sempre em movimento e à beira da neurose.

Pressionado pela chance de apresentar sua obra para um time de produtores influentes, Jonathan é um poço de ansiedade que passa a negligenciar a namorada, Susan (Alexandra Shipp), e o melhor amigo, Michael (Robin de Jesus). Em ritmo frenético, cenas musicais representam o fluxo de pensamento do compositor e sua criatividade.

Para os iniciados no gênero, vale a lembrança: Larson é o autor do aclamado Rent, e Tick, Tick… Boom! é o retrato semibiográfico do período anterior ao êxito de seu trabalho mais famoso, que ele nem chegou a ver estrear, já que morreu de forma repentina um dia antes da primeira apresentação oficial, em 1996, com apenas 35 anos. A perda precoce ocorrida na vida real só reforça a potência do filme: é como se o personagem de Garfield soubesse que não tinha um segundo a perder.

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Publicado em VEJA São Paulo de 08 de dezembro de 2021, edição nº 2767

 

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