‘Nosso Lar 2: Os Mensageiros’ explora conexão entre vivos e espíritos
Leia a entrevista com o diretor Wagner de Assis e os atores Edson Celulari e Fernanda Rodrigues
Com efeitos especiais mais sofisticados e um novo elenco, Nosso Lar 2: Os Mensageiros estreia nos cinemas com a vontade de repetir os feitos do primeiro filme baseado na obra do médium Chico Xavier. Lançado em 2010, Nosso Lar chegou a bater recordes ao levar mais de 4 milhões de pessoas aos cinemas.
A partir do livro Os Mensageiros, a continuação tem Edson Celulari e Fernanda Rodrigues no elenco e está nas mãos do mesmo diretor, Wagner de Assis, que mantém o objetivo de explorar a conexão entre o mundo espiritual e terrestre de forma acessível a todos os públicos. Confira trechos da entrevista:
Qual foi a influência dos livros de Chico Xavier nas suas atuações e na direção?
FERNANDA: Bebemos de várias fontes e foram várias inspirações, mas para criar minha personagem segui meu instinto e intuição em cena. O que vivemos no set acabou sendo mais importante para mim do que as fontes.
EDSON: Para entender o roteiro, precisei entender a matriz desse universo. Meu personagem, Aniceto, tem capacidade de perdão e compaixão bem maiores do que eu, por ser um anjo que desce à Terra para ajudar famílias em dificuldade. Então o filme precisava de um Aniceto que trouxesse palavras de esperança.
WAGNER: A influência de Chico Xavier não está só no meu trabalho, mas na vida. Sou apenas mais um dos milhões de brasileiros que se interessaram por aquele conhecimento. O material desses livros é algo ainda a ser plenamente compreendido conforme o tempo passa. Do ponto de vista dramático, são livros que atendem meu desejo de contar histórias dentro desse universo (espírita) e que continuam sendo para todas as pessoas.
Quais são as diferenças entre o primeiro filme e esse?
W: É um filme que se propõe a uma linguagem mais atual, resultado do aprendizado que tivemos ao longo desses anos todos com o primeiro filme e com outras obras que acabei fazendo, entre filmes e novelas. E tem uma demanda dramatúrgica que vai além, pois esse combina histórias e apresenta mais temas, mais opções de identificação com o público. Estamos falando de vida depois da vida, mas também de amor no sentido amplo, de arrependimento, de maternidade, resgates. Tem inúmeras camadas que podem emocionar o público.
O novo filme mudou de alguma forma suas crenças anteriores?
W: No meu caso, nada. Pessoalmente eu acredito em tudo o que está lá por ser algo universal, que vai além da doutrina espírita e que dialoga com todas as filosofias.
E: Eu sou católico, mas acredito na vida após a morte e me interesso cada vez mais em estudar a doutrina.
F: E é transformador fazer um filme como esse. São muitos aprendizados de resiliência, de amor, paciência e união. Tudo isso está no set também, com um elenco generoso e que se deu bem. O Wagner fazia uma oração todo dia antes de começar e isso já fez com que nossa energia começasse abençoada e diferente.
Qual foi o maior desafio nesse trabalho?
F: Ver a vida depois da vida e interpretar uma personagem que não está nesse plano. É algo que nunca imaginei viver.
E: Eu nunca tinha feito um anjo e é bom assistí-los, mas difícil realizá-los (risos).
W: Existem muitos desafios, mas dignificar o trabalho do Chico é um dos grandes objetivos, além de contar essas histórias para as pessoas e emocionar a todos no cinema.
Publicado em VEJA São Paulo de 26 de janeiro de 2024, edição nº 2877
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