Avatar do usuário logado
Usuário
Imagem Blog

Filmes e Séries - Por Barbara Demerov

Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Aqui você encontra críticas, entrevistas e as principais novidades sobre o mundo do cinema e do streaming

Diários de Otsoga: filme português documenta diário pandêmico às avessas

Realidade, ficção, início e final se confundem no longa gravado durante lockdown que mostra trio de atores isolados em sítio

Por Saulo Yassuda Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 jul 2022, 06h00 | Atualizado em 5 jun 2026, 09h38
Imagem mostra diversas pessoas em cima de trator, ao ar livre
Cena do longa: contado de trás para a frente. (Vitrine Filmes/Divulgação)
Continua após publicidade
Diários de Otsoga: filme português documenta diário pandêmico às avessas Priorizar nos meus resultados Google

✪✪✪ O cotidiano na pandemia é contado de trás para a frente em ‘Diários de Otsoga’ (tente ler “otsoga” ao contrário), em cartaz nos cinemas. Gravado de maneira cronológica durante o primeiro lockdown em Portugal, o longa lusitano dirigido por Miguel Gomes (Aquele Querido Mês de Agosto) e Maureen Fazendeiro foi montado na forma de um diário de 22 dias às avessas — cada episódio explica o anterior.

+ Crimes of the Future: distopia marca retorno inspirado de Cronenberg à direção

Trata-se de um recorte na vida pandêmica de Crista, Carloto e João (Crista Alfaiate, Carloto Cotta e João Nunes Monteiro), em isolamento numa quinta, ou sítio, construindo um borboletário. estamos no verão europeu, tudo parece solar e uma atmosfera de ócio predomina.

Pouco a pouco, descobrimos que, na verdade, o trio é composto de atores a gravar algo ali, e vamos conhecendo também a equipe confinada com eles na propriedade (alguns usam máscara). em muitos momentos, a obra adquire jeitão de documentário observativo e, como mosquinhas, acompanhamos a discussão sobre o intérprete que “furou” a quarentena antes da cena de beijo e as indagações do elenco com o diretor a respeito da obra.

Continua após a publicidade

Isso não significa, porém, que o filme faça a linha “é tudo verdade”, típica do cinéma vérité. Pelo contrário, real e ficção se confundem. entremeado de silêncios, o trabalho ganha pontos ao mostrar o prosaico — o banho no cão, o corte das batatas, a limpeza da piscina, a janela a bater — e extrair alguma poesia do banal, em uma fase da vida — o início da pandemia — que a gente nem gosta muito de recordar.

+Assine a Vejinha a partir de 9,90.

Continua após a publicidade

Publicado em VEJA São Paulo de 27 de julho de 2022, edição nº 2799

Continua após a publicidade

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Fundo verde-escuro com texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. em amarelo e branco. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias e um ícone de árvore verde-claraMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com ícone de árvore no canto superior direito
Revista em Casa + Digital Completo
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Completo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 32,90/mês