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Blog do Lorençato Por Arnaldo Lorençato O editor sênior Arnaldo Lorençato é crítico de restaurantes há 29 anos. De 1992 para cá, fez mais de 15 000 avaliações. Também é autor do Cozinha do Lorençato, um podcast de gastronomia, e do Lorençato em Casa, programa de receitas em vídeo. O jornalista leciona na Universidade Presbiteriana Mackenzie

Alexandre Iida recebe título inédito de Sake Samurai

O nome dele é Alexandre Tatsuya Iida. Mas muita gente o conhece com o nome de sua loja, Adega de Sake, com o artigo “o” na frente. Os mais íntimos o chamam ainda de Adegão. + Os melhores da gastronomia paulistana Alexandre tem 40 anos e está todo prosa. Não faltam motivos para isso. Nesse […]

Por Arnaldo Lorençato Atualizado em 26 fev 2017, 14h27 - Publicado em 17 out 2015, 00h02
Alexandre: cerimônia para se tornar o primeiro Sake Samurai (Fotos: acervo pessoal)

Alexandre: cerimônia para se tornar o primeiro Sake Samurai (Fotos: acervo pessoal)

O nome dele é Alexandre Tatsuya Iida. Mas muita gente o conhece com o nome de sua loja, Adega de Sake, com o artigo “o” na frente. Os mais íntimos o chamam ainda de Adegão.

+ Os melhores da gastronomia paulistana

Alexandre tem 40 anos e está todo prosa. Não faltam motivos para isso. Nesse momento, ele está do outro lado do mundo. Ontem, dia 16 no fuso oriental, ele recebeu um prêmio inédito no Brasil e na América Latina. Foi agraciado como o Sake Samurai, uma espécie de embaixador da bebida fermentada de arroz, pela The Japan Sake Brewers Association Junior Council.

O grupo internacional condecorado: dez anos do título

O grupo internacional condecorado: no templo Shimogamo

Explica-se. O Adegão é um dos maiores divulgadores do saquê no Brasil, senão o maior. O título é justamente dado aos profissionais que difundem a gastronomia e a cultura japonesa, dentro do Japão e no exterior. A cerimônia foi realizada em Kyoto, no templo Shimogamo. Alexandre trajava o quimono de gala que está nas fotos. Depois da premiação, houve uma coletiva de imprensa seguida de um jantar, no qual os ganhadores foram escoltados por gueixas.

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Láurea para sete pessoas: reconhecimento pela divulgação da bebida símbolo do Japão

Receber essa distinção não é fácil. Alexandre conta que no ano passado, dos vários profissionais indicados, uma parcela não levou a condecoração por não atender os requisitos necessários. “No meu caso, não foi questionado nenhum ponto e a votação foi unânime”, conta. Além disso, a data é especial porque se comemora o décimo ano da criação do título.

Antes de comercializar saquê, Alexandre não era do ramo e trabalhava para a extinta Varig, em Guarulhos. A Adega de Sake foi aberta em 2004. “Tinha o desejo não só de promover a bebida símbolo do Japão, mas de fazer o resgate da cultura gastronômica japonesa. Comecei vendendo dois rótulos e hoje reúno 95 de várias marcas e regiões, sendo 11 escolhidos por mim e com exclusividade.”

Também pesaram a seu favor, as degustações e eventos realizados para grupos fechados, assim como treinamento que ministrou para brigadas de restaurantes. “A coisa foi evoluindo de tal forma que senti necessidade de me profissionalizar. Em 2008, fui certificado pelo Sake Service Institute, em Tóquio, como kikisake-shi, o que teria o peso de sommelier da bebida”, lembra. Com a especialização, passou a integrar o corpo docente da Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo e desde então ministra aula e cursos para os novos apreciadores. Kampai!

Caderno de receitas:
+ Espaguete cacio e pepe, do chef Carlos Bertolazzi
+ Tiramisu original. É  bico!
+ Pudim de leite, do chef Alberto Landgraf

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