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Aulas na capital não devem voltar em setembro, diz secretário da Educação

Inquérito sorológico irá ajudar na tomada de decisão

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 3 ago 2020, 16h24 - Publicado em 3 ago 2020, 12h15

A prefeitura da cidade deve retardar ao máximo a reabertura das escolas públicas municipais. A volta está marcada para o dia 8 de setembro conforme previsão do governo estadual, mas a capital não deve seguir a data, segundo informou o secretário municipal de Educação, Bruno Caetano, nesta segunda-feira (3). 

O motivo é a escalada de contágio do coronavírus entre os idosos da capital apontado pelo inquérito sorológico que está sendo feito pela secretaria municipal da Saúde.

“Para ser dia 8 [de setembro], a Saúde tem que dar a orientação. Mas pode ser e é muito provável que não seja no dia 8 de setembro. Ainda não há nenhuma data. A Secretaria [Municipal de Educação] segue se preparando para, quando a Saúde autorizar, estar tudo em ordem”, afirmou Caetano à GloboNews.

“Pode ser que seja outubro, pode ser que seja novembro. Qualquer dia a mais de aula presencial que a gente tiver é importante para as crianças. A minha visão, como secretário de Educação, é que é uma atitude prematura anunciar que nesse ano não tem aula. Acho que tem que ir passo a passo, acompanhando a evolução da pandemia semana por semana.”

O estudo conduzido pela pasta indica alto risco de contágio e o prefeito Bruno Covas já havia informado que a decisão da volta às aulas seria tomada por especialistas da saúde.

O temor é que as crianças e adolescentes possam transmitir o vírus para pais e avós de idade mais avançada. O inquérito sorológico irá mapear também o contágio entre crianças, o que irá auxiliar na tomada de decisão.

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