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Transcrições indicam participação de Robinho em estupro coletivo

O jogador foi recentemente contratado pelo Santos e gerou revolta nas redes sociais

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 17 out 2020, 14h42 - Publicado em 16 out 2020, 16h10

Nesta sexta-feira (16) foram reveladas transcrições dos grampos que levaram Robson de Souza, conhecido como Robinho, a ser condenado a nove anos de prisão por violência sexual de grupo contra uma jovem de origem albanesa. O jogador foi recentemente contratado pelo Santos e gerou revolta nas redes sociais. 

A decisão do Tribunal de Milão ainda não é definitiva. Ela foi contestada pelas defesas de Robinho e do outro acusado pelo crime, Ricardo Falco. Os advogados dos dois apresentaram recurso. A Corte de Apelo de Milão deve iniciar a análise do processo, em segunda instância, no dia 10 de dezembro. A condenação em primeira instância aconteceu em novembro de 2017. 

Robinho e Falco foram condenados com base no artigo “609 bis” do código penal italiano, que significa a participação de duas ou mais pessoas reunidas para ato de violência sexual, forçando alguém a manter relações sexuais por sua condição de inferioridade “física ou psíquica”.

O caso teria acontecido na madrugada do dia 22 de janeiro de 2013, em uma boate de Milão chamada Sio Café. Além do atual jogador do Santos e Falco, outros quatro brasileiros podem ter participado do ato visto pela Procuradoria de Milão como violência sexual.

Em abril de 2014, Robinho foi interrogado e negou a acusação. Ele admitiu que manteve relação sexual com a vítima. Porém, disse que foi uma relação consensual de sexo oral e não mencionou outras pessoas.

Diversas gravações de ligações telefônicas entre os acusados foram transcritas na sentença. Todas foram feitas com autorização da Justiça italiana. Uma delas revela uma conversa de Ricardo Falco com Robinho que indicou ao tribunal que ambos tinham consciência da condição da vítima.

A defesa do jogador afirma que houve um “equívoco de interpretação” em relação às conversas gravadas com autorização judicial e nega que o atacante seja culpado pelo crime.

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Veja, na íntegra, as transcrições dos áudios interceptados:

Falco: – Ela se lembra da situação. Ela sabe que todos transaram com ela.

Robinho: – O (NOME DE AMIGO 1) tenho certeza que gozou dentro dela.

Falco: – Não acredito. Naquele dia ela não conseguia fazer nada, nem mesmo ficar em pé, ela estava realmente fora de si.

Robinho: – Sim

Em uma outra interceptação, o músico Jairo Chagas, que tocou naquela noite na boate, avisa Robinho sobre a investigação. Segundo a transcrição, o jogador respondeu:

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Estou rindo porque não estou nem aí, a mulher estava completamente bêbada, não sabe nem o que aconteceu.

– Olha, os caras estão na merda… Ainda bem que existe Deus, porque eu nem toquei aquela garota. Vi (NOME DE AMIGO 2), e os outros foderam ela, eles vão ter problemas, não eu… Lembro que os caras que pegaram ela foram (NOME DE AMIGO 1) e (NOME DE AMIGO 2)…. Eram cinco em cima dela.

Em janeiro de 2014, o músico e o jogador voltaram a falar sobre o episódio:

Robinho: –A polícia não pode dizer nada, eu direi que estava com você e depois fui para casa.

Jairo: – Mas você também transou com a mulher?

Robinho: – Não, eu tentei. (NOME DE AMIGO 1), (NOME DE AMIGO 2), (NOME DE AMIGO 3)…

Jairo: – Eu te vi quando colocava o pênis dentro da boca dela.

Robinho: – Isso não significa transar.

Outra conversa entre os amigos do jogador presentes na boate, um deles, identificado como “Amigo 4”, demonstra estar preocupado com o início da investigação:

NOME DE AMIGO 4: – Irmão, tive dor de barriga de nervoso, eu me preocupo por você, amigo.

A resposta de Robinho, segundo a transcrição das gravações, foi:

– Telefonei a (NOME DE AMIGO 3), e ele me perguntou se alguém tinha gozado dentro da mulher e se ela engravidou. Eu disse que não sabia, porque me recordo que eu e você não transamos com ela porque o seu pênis não subia, era mole… O problema é que a moça disse que (NOME DE AMIGO 1), (NOME DE AMIGO 2) e (NOME DE AMIGO 3) a pegaram com força.

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