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Estado de São Paulo pode endurecer quarentena após alta de internações

“Se tivermos que regredir para garantir a vida e a saúde das pessoas, nós o faremos", falou João Doria em entrevista na quarta-feira (25)

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 26 nov 2020, 14h38 - Publicado em 26 nov 2020, 12h48

O Centro de Contingência contra o Coronavírus propôs que o governo do estado volte a endurecer as medidas de isolamento social após alta na taxa de transmissão da Covid-19. 

“O Centro de Contingência aprovou por maioria enviar para o governo do estado algumas recomendações de aumento de restrições e algumas medidas que poderiam ser tomadas pelo governo do estado. O governo recebeu essas recomendações ontem (25) e entende que essas sugestões estão embutidas dentro do Plano São Paulo e que serão anunciadas na próxima segunda-feira”, afirmou João Gabbardo, coordenador-executivo do grupo, durante entrevista coletiva nesta quinta (26).

Parte do grupo defende que todo o estado volte ao estágio amarelo do Plano São Paulo. A fase permite a abertura de estabelecimentos, mas limita o horário.

“Se tivermos em São Paulo que regredir para garantir a vida e a saúde das pessoas, nós o faremos”, falou Doria em entrevista à Bloomberg na quarta-feira (25). Atualmente, grande parte do estado se encontra na fase verde, que prevê reabertura controlada de quase todas as atividades, inclusive cinemas e teatros.

A alta no volume de internações pela doença no estado cresceu 22% nas últimas duas semanas. Se for considerada apenas a Grande São Paulo, o crescimento foi ainda maior, de 30%.

Na terça-feira, o Imperial College de Londres divulgou estudo em que diz que a taxa de transmissão (rt) da Covid-19 é a maior no Brasil desde maio. A chamada rt mede para quantas pessoas um indivíduo infectado é capaz de transmitir o vírus.

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