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PRF apreende mais de 160 aves silvestres em rodovias

As aves traficadas foram encaminhadas ao Centro de Manejo e Conservação de Animais Silvestres

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 23 jun 2017, 14h54 - Publicado em 23 jun 2017, 14h52

Na noite de quarta-feira (21), um veículo do modelo HB-20 não parou ao comando da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Rodovia Régis Bittencourt, e foi perseguido. Os ocupantes decidiram então abandonar o veículo com a carga – mais de 160 aves silvestres, algumas já sem vida. Por orientação do Ibama, as aves traficadas foram encaminhadas ao Centro de Manejo e Conservação de Animais Silvestres (Cemacas), da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.

Saíras, guaxes e coleirinhas, dentre outras, chegaram famintas, desidratadas com sinais de estresse e maus tratos e passaram por avaliação clínica. Vinte e seis aves não resistiram às condições do transporte precário.

“Depois de tratadas, essas aves serão recolocadas na natureza porque, além de cuidar dos animais silvestres, o Cemacas tem a preocupação de devolver cada exemplar em seu devido lugar, garantindo a preservação das espécies”, explica o secretário do Verde e do Meio Ambiente, Gilberto Natalini.

Na mesma data, na Rodovia Fernão Dias, Km 65, a PRF também apreendeu aves silvestres transportadas de forma ilegal. Foi abordado um veículo VW/GOL placas do Espírito Santo, conduzido por um homem de 52 anos.

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Policiais realizaram buscas no interior do veículo e encontraram, no assoalho do banco traseiro, encoberta por uma blusa, uma gaiola com dois picharros e um tico-tico, e, ainda uma outra caixa de madeira de pequenas dimensões com um picharro.

Os pássaros silvestres eram transportados em péssimas condições que ofereciam risco à sua sobrevivência. Diante dos fatos, o motorista, o veículo e os pássaros foram apresentados à autoridade judiciária no DP Civil de Mairiporã. O condutor responderá por crimes ambientais

A Constituição Federal, por meio do artigo 225, protege a fauna silvestre, o que não impede que alguns seres humanos queiram “aprisionar” as aves pela beleza da plumagem e canto.

Negociados até em feiras livres, os “receptadores” ignoram o mal que causam ao animal e à biodiversidade. O terceiro maior comércio ilícito do mundo (só perde para narcóticos e armas) representa até 15% de aves extraídas das matas brasileiras, e cerca de 90% delas morrem no trajeto.

A América do Sul possui a mais rica Avifauna do planeta, com mais de 2 950 espécies. As aves enclausuradas em gaiolas perdem sua capacidade de caça e de defesa dos predadores, além de serem privadas do processo reprodutivo.

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