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Empresa paulistana aposta em parklet sobre rodas

Soul Urbanismo foi gerada em hub de empreendedorismo da FAAP. Entre os projetos também desenvolvidos ali está um clube de fidelidade para bares

Por Mariana Rosario - Atualizado em 14 fev 2020, 15h55 - Publicado em 11 out 2019, 16h16

Há cinco anos no mercado e com portfólio de cinquenta parklets instalados na cidade, a empresa Soul Urbanismo colocou para rodar, há cerca de um ano, um projeto novo para as áreas de convivência na cidade: parklets móveis. Ao todo, cinquenta municípios já receberam uma visita do modelo. Outras duas versões do tipo devem ser lançadas até o fim do ano.

A novidade ainda conta com um sistema para lá de tecnológico, que inclui placas de energia solar e um mecanismo para captar água da chuva e fazer irrigação das plantas que fazem parte de seu paisagismo. Cada um custa 90 000 reais para ficar pronto.

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Nosso parklet móvel está prestes a fazer sua principal função: criar experiências únicas nas ruas por onde estacionar! 😍😍😍A partir desse mês começará o Circuito Parklet Musical patrocinado pela CPFL e realizado pela Aurora – parceria com a Soul! Acompanhem a página @parkletmusical para saber se sua cidade receberá nossa visita e qual dia e atrações terá 🙌🙌🙌 #Parklet #parkletmovel #praçasobrerodas #urbanismo #inovação #mobilidade #cidades #maisalma

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Cada ponto de parada paga uma média de 4 000 reais por um fim de semana do parklet móvel. Cabem no espaço cerca de doze pessoas.

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O negócio é tocado pelo empresário Augusto Aielo, que decidiu investir nas tais áreas de convivência após perceber em São Paulo certo distanciamento entre pessoas que moravam no mesmo bairro. Em sua cidade natal, Águas da Prata, o contato era mais próximo. “É muito raro conhecer os vizinhos. E acho incrível conhecer a cidade, a rua, parar para ler um livro”, diz. O começo do negócio, com parklets tradicionais, não foi fácil. “Sofri para aprender a montar, na primeira vez levei doze dias para conseguir. Agora chegamos com ele praticamente pronto e terminamos em cerca de 6 horas”, explica.

O negócio ganhou forma profissional em um hub de empreendedorismo da Faculdade Armando Alvares Penteado (FAAP) que funciona nos moldes de uma encubadora para empreitadas tocadas pelos estudantes da instituição. “Transformamos ideias em projetos prontos para ir ao mercado. Depois, criamos um concurso com os dez mais desenvolvidos no final”, explica Alessandra Andrade, coordenadora da iniciativa. 

Entre outros participantes que já passaram pelo plano de incentivo há uma startup que lembra o aplicativo Gympass, mas dedicada aos bares. De nome Barpass, a aplicação promete no mínimo 10% desconto e vantagens em estabelecimentos da cidade, mediante pagamento da mensalidade de 14,90 reais. Atualmente, cerca de 100 endereços (entre eles o pub O’Malleys e o bar Aurora) fazem parte da plataforma e servem os cerca de 400 usuários cadastrados. A ideia do grupo, que tem como idealizador Felipe Ribeiro de 24 anos, é desenvolver pesquisas sobre os clientes para os donos de bares e restaurantes cadastrados. Para colocar o plano em pé, o grupo teve investimento inicial de 200 000 reais. “Queremos viabilizar cada vez mais os momentos de celebração”, afirma Ribeiro.

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