A nova iniciativa do Pacaembu para mostrar à população a evolução das obras
Estádio abriu os portões durante o Carnaval com atrações para a família; reinauguração oficial está prevista para 2024
Em obras desde junho de 2021, o Pacaembu reabriu os portões durante o feriado de Carnaval com atrações para toda a família. Um espaço na entrada do Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho recebeu um pequeno parque com acesso gratuito para as crianças, com brinquedos infláveis, campinho de futebol, pista de skate e praça de alimentação.
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Inicialmente prevista para ficar do dia 16 ao 22 no local, a atração deve ter duração prolongada pela Allegra Pacaembu. “A repercussão tem sido muito legal, é bonito ver as pessoas de volta”, afirma Eduardo Barella, CEO da concessionária responsável pelas obras. “Nosso objetivo é que a população possa acompanhar a transformação que está acontecendo e mostrar que o Pacaembu não é um lugar só de futebol”, explica.
Nesse âmbito, a empresa também criou um pavilhão para feiras, torneios e shows, inaugurado por Gal Costa em abril. A Allegra assumiu a concessão, com duração de 35 anos, em janeiro de 2020 e teve o projeto de reforma aprovado em 2021 pela gestão municipal. “Quando ganhamos, nossa ideia foi resgatar o lazer e a cultura, pilares que se perderam com o tempo”, diz o executivo.
A empresa elaborou um projeto avaliado em 500 milhões de reais, prometendo respeitar e renovar o conjunto arquitetônico de 1940. Uma das principais medidas, no entanto, foi a demolição da arquibancada histórica, chamada de tobogã, para a construção de um prédio com restaurantes, lojas e anfiteatro. A mudança foi alvo de críticas, que alegaram se tratar de um patrimônio público, mas a empresa se defendeu dizendo que as obras receberam autorização dos órgãos municipais e estaduais.
Outro elemento do Novo Pacaembu é o centro de convenções e torneios de e-sport e o estacionamento para carros no subsolo. Houve ainda a reforma nas estruturas laterais do campo e o restauro da fachada, piscina, ginásio e campo de tênis. Serão 40 000 metros quadrados de novas áreas construídas.
Barella também cita a preocupação, segundo ele, com a essência “democrática, acessível e plural” do estádio. “Sempre achei curiosas as colocações de que o Pacaembu será para poucos. Pelo edital, nós poderíamos cobrar pela entrada, mas decidimos mantê-la gratuita.” O andamento das obras evolui conforme o esperado, com reinauguração do campo prevista para a final da Copa São Paulo de Futebol Júnior, em 25 de janeiro de 2024. Segundo ele, toda a estrutura começou a ser construída nesta semana. “Até agora tínhamos uma imagem de destruição, agora vamos ver o Pacaembu renascer.”
Publicado em VEJA São Paulo de 01º de março de 2023, edição nº 2830
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