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Ônibus voltam a poder circular com pessoas em pé

A recomendação agora é que os motoristas evitem a superlotação e que transportem os passageiros com distância segura, independentemente de estarem sentados

Por Redação VEJA São Paulo 20 jun 2020, 18h39

A Prefeitura de São Paulo emitiu circular para todas as empresas de transporte coletivo que atuam na cidade retirando a recomendação de que os passageiros não fossem transportados em pé, como forma de evitar a aglomeração dentro dos ônibus e assim diminuir o risco da transmissão da Covid-19. Segundo a SPTrans, a recomendação agora é que os motoristas evitem a superlotação e que transportem os passageiros com distância segura, independentemente de estarem sentados ou em pé.

A circular foi enviada às empresas depois de consulta à Vigilância Sanitária. “A posição em que o passageiro é transportado não é o fator mais importante na transmissibilidade do coronavírus, mas, sim, o distanciamento, aliado a hábitos de higiene como lavar as mãos com água e sabão, usar álcool em gel e o uso permanente de máscaras”, diz a SPTrans por meio de nota.

Segundo as informações do órgão, a equipe técnica da SPTrans monitora, diariamente, o comportamento de locomoção dos usuários para verificar a possibilidade de reprogramação da oferta, de acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Reitera que, desde o início da pandemia, manteve a frota acima da média de pessoas transportadas, justamente para evitar a superlotação dos ônibus”, afirma a nota.

Ainda segundo a SPTrans, diversas medidas vêm sendo adotadas para combater a transmissão do coronavírus, como uso obrigatório de máscaras nos ônibus e terminais; marcação no solo nos terminais para sinalizar a distância de um metro entre os usuários nas filas; higienização dos ônibus entre as viagens, principalmente nos locais onde há contato dos passageiros como balaústres, corrimãos e assentos e higienização de ar-condicionado.

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Além disso, estão em vigor as medidas de limpeza dos terminais, plataformas e banheiros; autorização do uso de cortina em “L” para proteção do motorista; ações de orientação e conscientização sobre cuidados e higiene pessoal por meio de mensagens sonoras e cartazes nos terminais, redes sociais e no Jornal do Ônibus, além do monitoramento diário para ampliação e remanejamento da frota, se necessário.

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No último dia 12 de junho, o então secretário Municipal de Mobilidade e Transportes, Edson Caram, havia pedido demissão do cargo após o prefeito Bruno Covas ter ameaçado dispensá-lo caso não conseguisse colocar em prática o cumprimento da orientação de os ônibus não circularem com os passageiros em pé. Neste sábado (20), a nomeação da arquiteta Elisabete França para o cargo foi publicada no Diário Oficial da Cidade.

*Com informações da Agência Brasil

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