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Neve em São Paulo? Em 1908, meteorologista registrava o fenômeno; entenda

José Nunes Belford Mattos, um dos primeiros meteorologistas do Brasil, anotou o fenômeno em sua caderneta; especialistas explicam o que aconteceu

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 28 jul 2021, 12h08 - Publicado em 19 ago 2020, 10h17

Com a chega de uma forte frente fria a São Paulo nesta semana, muita gente se pergunta se há possibilidade de neve por aqui. Em algumas áreas da cidade, as temperaturas podem ficar negativas, mas não há risco de nevar. Será que o fenômeno já aconteceu na capital?

José Nunes Belford Mattos, pioneiro na meteorologia do Brasil, registrou neve em sua caderneta no dia 25 de junho de 1918. De acordo com as anotações, a cidade de São Paulo foi coberta por uma forte neblina quando “nevou”. Em seguida, o tempo abriu. A estação meteorológica ficava na Avenida Paulista.  

De acordo com o Climatempo, no entanto, ao que tudo indica aconteceu uma sublimação do nevoeiro, ou seja, a água passou do estado gasoso para o sólido, formando cristais de gelo como uma “poeira de neve”. Algo semelhante acontece nas geladeiras mais antigas.

Na ocasião, os termômetros marcavam 3 graus negativos a 2 metros do solo e no chão a temperatura era bem menor. Como estava muito frio, o gelo não derreteu ao tocar o chão, o que fez a cidade parecer encoberta por neve. 

Tecnicamente, a neve é uma precipitação que se forma dentro de uma nuvem e cai. O que aconteceu em 1918, portanto, não pode ser qualificado como neve. Mas o argumento técnico não deixa menos bonito o fenômeno registrado por Belford Mattos.

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