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Mulheres drag queens: Riot Queens faz sucesso na noite

Coletivo de garotas adota visual extravagante e faz shows em casas noturnas dublando músicas de artistas como Cher e Rita Lee

Por Adriana Farias Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 mar 2017, 19h35 • Atualizado em 5 set 2025, 18h39
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Zibel Cavalcanti, Caroline Eyck, Bruna Alves, Fernanda Aquino e Mayna Venturini (em sentido horário), na boate Blue Space: dublagem de hits de Cher e Rita Lee (Ricardo D'Angelo/Veja SP)
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  • Salto altíssimo, figurino colorido e maquiagem extravagante são algumas das características das drag queens, como são conhecidos os homens que se vestem com roupas femininas para realizar performances.

    Agora, as mulheres também entraram nessa onda. Desde setembro do ano passado, um grupo de nove garotas, cinco delas paulistanas, aderiu ao visual e faz apresentações do gênero.

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    O coletivo Rio Queens: meninas aprenderam a se maquiar por meio de tutoriais na internet (Ricardo D'Angelo/Veja SP)

    Chamado Riot Queens, reúne integrantes de 20 a 30 anos. Nas exibições realizadas em locais como o Anexo B, point descolado no Baixo Augusta, essa turma dubla músicas de Rita Lee e Cher, entre outras cantoras, e emplaca discursos feministas. “Para mim, a transformação significa que as mulheres podem fazer o que quiserem”, diz a fotógrafa Zibel Cavalcanti, 30 anos, ou Greta Dubois, seu nome artístico.

    O sucesso da trupe inspirou a produção do documentário They Can Do It, da diretora Kelviane Lima, disponibilizado neste mês no YouTube. As jovens se conheceram há cerca de um ano e meio em uma comunidade no Facebook dedicada ao reality show RuPaul’s Drag Race.

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    Drag queen Malonna  André da Silva
    André da Silva, há onze anos a drag queen Malonna: acolhida às garotas (Ricardo D'Angelo/Veja SP)

    O popular concurso americano de drags, no ar desde 2009, ajudou a bombar folias temáticas na capital. Uma delas, a Priscilla, na boate Blue Space, na Barra Funda, já contou com a participação das Riot Queens. Essas meninas entram aos poucos em um universo dominado pelos rapazes.

    Eles nem sempre veem o trabalho delas com bons olhos. “As drags tradicionais sentiram que tiveram seu espaço invadido”, afirma o transformista André da Silva, conhecido como Malonna, que resolveu dar uma força ao grupo e ceder seu ateliê para a produção das garotas.

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    O grupo inclui nove garotas, cinco delas paulistanas (Ricardo D'Angelo/Veja SP)

    Uma das integrantes, Fernanda Aquino, ou Pâmela Sapphic, 22, é lésbica assumida e foi expulsa de onde morava, na Brasilândia, pelos pais religiosos. “Eles achavam que isso me levaria à prostituição”, lembra ela. “Não entendiam que eu queria desconstruir o que a sociedade espera do homem e da mulher.”

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