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Mulher leva idoso morto para realizar prova de vida em agência bancária

Ela entrou no local com o cadáver em uma cadeira de rodas para continuar recebendo aposentadoria

Por Redação VEJA São Paulo - 15 out 2020, 15h34

Um homem de 92 anos foi levado morto para uma agência do Banco do Brasil de Campinas. O caso ocorreu no dia 2 de outubro, na Rua Doutor Costa Aguiar, região central da cidade. De acordo com informações preliminares da investigação da Polícia Civil, a mulher de 58 anos levou o idoso para realizar a prova de vida para a continuidade do recebimento da aposentadoria. Ela é investigada por crime de exposição de cadáver e estelionato previdenciário.

A suspeita entrou na agência com o corpo do idoso em uma cadeira de rodas. “Em determinado momento ela começou a gritar, falando que ele estava passando mal”, afirma o delegado-titular do 1º D.P de Campinas, Cícero Simão da Costa.

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Uma ambulância foi solicitada e o socorro constatou que o homem não tinha pulso. “Mas o [paramédico] que atendeu suspeitou que esse senhor havia falecido há algumas horas”. O idoso, que é ex-escrivão da polícia, chegou a ser levado para um hospital.

“Ficamos no aguardo do laudo necroscópico para saber se ele morreu no momento [dentro da agência] ou foi levado morto. O laudo [informou] que ele tinha falecido 12 horas antes de entrar na agência”, diz Costa.

A mulher vivia com o idoso há dez anos e era responsável por cuidar da pensão dele, de acordo com a Polícia. Um inquérito policial foi instaurado para apurar o caso. “Ela afirmou que não sabia que o homem estava morto e que o último contato com ele foi na noite anterior”.

A mulher e o cadáver estavam acompanhados de um casal na agência. “Estamos vendo se esse casal tem participação ou pensou que estava apenas ajudando”.

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