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Governo federal só investiu na vacina de Oxford, diz secretário estadual

Jean Gorinchteyn afirmou ainda que não houve verba para a CoronaVac

Por Redação VEJA São Paulo - 15 out 2020, 09h50

O governo federal não liberou verba para a compra da CoronaVac, vacina desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, disse o secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, na noite desta quarta-feira (14).

Ainda assim, o governo de São Paulo busca negociar o recebimento de verba federal para distribuir a vacina pelo SUS, caso tenha sua eficácia comprovada. O secretário disse também que a compra de doses adicionais, além das 61 milhões já garantidas pelo governo estadual, será “inviável” sem esses recursos.

Gorinchteyn afirmou que o governo federal só considerou a compra da vacina da AstraZeneca, desenvolvida pela Universidade de Oxford. A fala foi proferida durante reunião com outros secretários estaduais.

“Por que que uma vacina como a CoronaVac, que está no mesmo pé da de Oxford, aliás está até mais adiantada, está recebendo uma tratativa diferente? Esse foi um questionamento que a gente acabou fazendo e todos os secretários entenderam. Se eu tenho vacinas que estão no mesmo estágio de discussão, por que a de Oxford recebe uma medida provisória com R$ 1,9 bilhão? A gente nem está pedindo esse valor, mas a gente quer um aceno do ministério na aquisição também das vacinas. Isso é algo democrático”, disse o secretário em entrevista ao G1.

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