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Justiça determina que Maksoud Plaza seja lacrado e os móveis recolhidos

O hotel de luxo fechou as portas no último dia 7

Por 18 dez 2021, 10h41 | Atualizado em 5 set 2025, 15h20
Foto aérea exibe fachada inteira do Hotel Maksoud Plaza com pintura colorida do prédio e espaço do estacionamento.
Hotel Maksoud Plaza: taxas devidas ao Ecad podem beirar os 150 000 reais. (Reprodução/Facebook/Veja SP)
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Fechado desde 7 de dezembro, o Hotel Maksoud Plaza deve ter o prédio lacrado e os bens móveis recolhidos. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) assim determinou nesta sexta (17). Dessa maneira, a entrega do imóvel aos irmãos Fernando e Jussara Simões, que arremataram o empreendimento em um leilão, em 2011, fica suspensa. Conforme revelou VEJA SÃO PAULO, o hotel havia parado de aceitar reservas já no início de dezembro, pois interromperia as operações. Quatro dias depois, a empresa confirmou o encerramento.

A decisão provisória é do desembargador Araldo Telles, da 2ª Câmara Reservada de Direito Empresarial e vale até 30 de janeiro de 2022. O pedido foi feito pelos irmãos Claudio e Roberto Maksoud, filhos do fundador do hotel Henry Maksoud, segundo o jornal Folha de S.Paulo. Esse é mais um episódio dos conflitos que seguem há anos entre membros da família Maksoud. Em janeiro de 2018, Vejinha relatou, por exemplo, que Claudio e Roberto tinha a intenção de bloquear a venda da mansão do patriarca, na Chácara Flora, por Henry Maksoud Neto, que é filho de Roberto e comandante do hotel.

Um dos ícones paulistanos no serviço de hospedagem e de gastronomia na cidade, o hotel viveu seu auge nas décadas de 1980 e 1990. Abrigava restaurantes famosos e sua casa de espetáculos, a 150 Night Club, recebeu nomes como Frank Sinatra. Entre os hóspedes célebres, já passaram por lá Margaret Thatcher, ex-primeira-ministra britânica, e o músico inglês David Bowie. Nos últimos anos, o lobby havia voltado a brilhar com a abertura do ótimo Frank Bar, dedicado à coquetelaria e vencedor do prêmio VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER em 2016 e 2019.

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