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Lasar Segall traz obras que retratam pessoas de costas para espectador

Crítica, historiadora da arte e ex-diretora da Pinacoteca Aracy Amaral reúne trabalhos de 32 nomes

Por Jonas Lopes 11 ago 2012, 00h51 | Atualizado em 18 ago 2025, 10h43

Com a disseminação da profissão de curador, ficou mais difícil encontrar nas mostras da cidade visões de fato originais sobre determinado artista, período ou movimento. Por isso, vale conferir a pertinente exposição “Exercícios de Olhar”, em cartaz no Museu Lasar Segall. Nela, a crítica, historiadora da arte e ex-diretora da Pinacoteca Aracy Amaral reúne 37 obras de 32 nomes ligadas por um conceito: todas trazem pessoas de costas para o público. Instigam, assim, o desejo do espectador de descobrir o que há do outro lado. Trata-se, na verdade, de um tema recorrente na história da arte, a ponto de um ótimo slide show instalado na montagem revisitar a trajetória a partir dos renascentistas Michelangelo e Leonardo da Vinci até chegar ao contemporâneo Lucian Freud, passando pelos modernos Henri Matisse e René Magritte. Ainda assim, não falta território para abordar o assunto, e Aracy aproveita a oportunidade.

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Provenientes de coleções particulares e públicas, os trabalhos são de momentos bem distintos. A abordagem acadêmica e classicista de Eliseu Visconti e Rodolpho Amoedo rende figuras próximas da sensualidade. Tudo começa a ser distorcido na chegada das vertentes do modernismo. Candido Portinari e Vicente do Rego Monteiro apostam em formas cubistas, Oswaldo Goeldi e Lasar Segall, no expressionismo, e Anita Malfatti, por sua vez, usa as cores intensas típicas do futurismo. A geometrização chama atenção em “Menino dos Limões”, de José Pancetti, enquanto Alfredo Volpi tem lembrado o período inicial de sua produção, antes das “bandeirinhas”. Foram selecionados também exemplos mais atuais, caso de Antonio Dias, Leda Catunda e da revelação da pintura Deborah Paiva — há um vídeo, assinado por João Angelini. Dos estrangeiros, sobressaem o francês Henri de Toulouse-Lautrec e o italiano Giorgio de Chirico. E uma última curiosidade: a presença de um nu feminino feito a lápis por Mário de Andrade em 1924.

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