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Homem negro é espancado até a morte em supermercado de Porto Alegre

Os suspeitos têm 24 e 30 anos e são um policial militar e um segurança de loja; crime aconteceu na véspera do Dia da Consciência Negra

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 20 nov 2020, 10h07 - Publicado em 20 nov 2020, 09h47

João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi espancado até a morte por dois homens brancos em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, na noite de quinta-feira (19), véspera do Dia da Consciência Negra. 

Os agressores têm 24 e 30 anos e são um policial militar e um segurança de loja. Eles foram presos em flagrante suspeitos de homicídio doloso. A investigação trata o crime como homicídio qualificado.

De acordo com a Brigada Militar, o espancamento começou após um desentendimento entre João Alberto e uma funcionária do supermercado Carrefour, na zona norte da capital. Ele teria ameaçado a funcionária, que chamou a segurança.

Em nota, a rede de supermercados lamentou o caso e disse que iniciou apuração interna para que os responsáveis sejam punidos. A Brigada Militar informou que o PM envolvido é “temporário” e estava fora de horário de trabalho. A corporação não informou o que o policial estava fazendo no mercado no momento do ocorrido.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento do crime. Os dois homens espancam a vítima, que morreu no local. O SAMU chegou a tentar uma reanimação, sem sucesso. O crime é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Porto Alegre.

ATENÇÃO: As cenas são fortes

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Veja a íntegra da nota do Carrefour

“O Carrefour informa que adotará as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos neste ato criminoso. Também romperá o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão. O funcionário que estava no comando da loja no momento do incidente será desligado. Em respeito à vítima, a loja será fechada. Entraremos em contato com a família do senhor João Alberto para dar o suporte necessário.

O Carrefour lamenta profundamente o caso. Ao tomar conhecimento deste inexplicável episódio, iniciamos uma rigorosa apuração interna e, imediatamente, tomamos as providências cabíveis para que os responsáveis sejam punidos legalmente. Para nós, nenhum tipo de violência e intolerância é admissível, e não aceitamos que situações como estas aconteçam. Estamos profundamente consternados com tudo que aconteceu e acompanharemos os desdobramentos do caso, oferecendo todo suporte para as autoridades locais.”

Veja a íntegra da nota da Brigada Militar

“Imediatamente após ter sido acionada para atendimento de ocorrência em supermercado da Capital, a Brigada Militar foi ao local e prendeu todos os envolvidos, inclusive o PM temporário, cuja conduta fora do horário de trabalho será avaliada com todos os rigores da lei. Cabe destacar ainda que o PM Temporário não estava em serviço policial, uma vez que suas atribuições são restritas, conforme a legislação, à execução de serviços internos, atividades administrativas e videomonitoramento, e, ainda, mediante convênio ou instrumento congênere, guarda externa de estabelecimentos penais e de prédios públicos.

A Brigada Militar, como instituição dedicada à proteção e à segurança de toda a sociedade, reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos e garantias fundamentais, e seu total repúdio a quaisquer atos de violência, discriminação e racismo, intoleráveis e incompatíveis com a doutrina, missão e valores que a Instituição pratica e exige de seus profissionais em tempo integral.”

 

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