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Fernando Haddad (PT) é acusado de racismo por comentário em rede social

Internautas se dividem na defesa e no ataque do político petista, que apagou o post

Por Redação VEJA São Paulo 17 out 2020, 14h51

Fernando Haddad (PT-SP) foi acusado de racismo por um comentário feito nas redes sociais. Na postagem, ele fez um elogio a Walter Casagrande, que criticou a contratação de Robinho pelo Santos, devido o jogador ter sido condenado por estupro em primeira instância na Itália.

Para celebrar a postura do comentarista, Haddad fez um trocadilho entre o sobrenome dele, Casagrande, tudo junto, e o nome dado à residência dos senhores na época da escravidão, casa grande, duas palavras separadas. “Tem Casa Grande que vale a pena”, disse o político em sua postagem.

Postagem Haddad
Postagem Haddad Reprodução/Veja SP

O trocadilho não foi visto com bons olhos e Haddad foi acusado de racismo. No Twitter, um internautas que não endossou a postura do político disse: “Então, acho que por ele usar de um tema que é tão sofrido por uma grande parcela da população. É tipo piada com holocausto, com chacinas…. Não que ele ache isso bom, mas relacionar isso a humor ou pra valorizar outros temas que não raciais não ficou legal.”

Outro afirmou: “Ele não elogiou a fala de Casagrande, ele foi racista achando que estava sendo engraçadinho.” Em defesa de Haddad, outros usuários disseram: “Devo ser muito ruim de interpretação de texto, porque não consigo ver onde está o racismo na colocação do Haddad, entendo exatamente o contrário..”  e “Tão aproveitando um deslize do Haddad pra meter o sarrafo nele. Ok, o tuíte pegou mal sim, é verdade. Tanto q ele apagou. Ao invés de estarem lutando contra um verdadeiro racista na presidência, tão se esforçando pra queimar o professor na fogueira da inquisição.”

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Houve ainda aqueles que ironizaram a cena política em geral: “Me chama atenção o quanto os políticos estão cada vez mais se posicionando como tias do zap.”

 

 

“Fico assustado com o que acontece no Brasil. O Brasil solta traficante, o vice-líder é preso com dinheiro na cueca, a Carol Solberg por se manifestar politicamente…a CBF faz censura e o Santos contrata um jogador que é condenado por estupro. Eu sou um dos muitos que têm voz de resistência. E ela não vai se calar perante um absurdo desses.”

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