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Governo de São Paulo pode revogar Fase Vermelha na quarta (3)

Administração estadual alega que medidas estão funcionando e, caso estabilidade se mantenha, restrições serão suspensas

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 2 fev 2021, 10h32 - Publicado em 2 fev 2021, 10h12

O governo de São Paulo pode revogar o decreto que coloca o estado na Fase Vermelha aos finais de semana e entre às 20h e 6h da manhã em dias úteis. A informação foi divulgada em coletiva de imprensa na segunda (1º).

A decisão de endurecer as restrições em todo o estado foi anunciada no dia 22 de janeiro. A medida deveria permanecer até o dia 7 de fevereiro, quando haveria nova reclassificação. Segundo o governo, a mudança pode acontecer antecipadamente na quarta (3) caso a estabilidade de casos e mortes se mantenha, e haja queda no número de internações pela Covid-19.

“Na próxima quarta-feira o governo do estado de São Paulo vai anunciar mudanças nas medidas de restrição complementares do Plano São Paulo. Com duas semanas consecutivas no número de internações, e caso este cenário se mantenha em queda, na próxima quarta-feira (3), vamos anunciar medidas de suspensão das restrições impostas pelo Plano São Paulo relativas aos horários de funcionamento do comércio, shoppings, restaurantes, bares, inclusive aos finais de semana”, disse o governador João Doria (PSDB).

Patricia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, alegou que houve melhora nos índices. “Na última semana houve uma queda de 8%, acumulada com a queda da semana anterior que foi de 4%. Isso mostra que as medidas estão funcionando, estão dando resultado”, disse.

“Nós tínhamos nos comprometido também que se a estabilidade se mantivesse, nós iríamos revisar as medidas complementares do Plano São Paulo. O que são estas medidas complementares: anunciamos na semana passada que operaríamos na fase vermelha durante os fins de semana em todo o estado, além de todos os dias após as 20h. Com essa estabilidade se mantendo até a quarta-feira, o que teremos é a suspensão dessas medidas complementares.”

As medidas mais restritivas impostas pelo governo foram alvo de duras críticas, principalmente por parte do comércio. O setor de bares e restaurantes chegou a protestar mais de uma vez. No último fim de semana, o empresário Rodrigo Alves, do Ponto Chic, resolveu abrir as portas de duas lojas em protesto após saber que o prefeito Bruno Covas havia ido ao Maracanã.

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