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João Doria revoga Fase Vermelha em períodos específicos no estado

"O funcionamento de restaurantes, comércios e similares será liberado a partir do próximo fim de semana", disse o governador

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 3 fev 2021, 13h20 - Publicado em 3 fev 2021, 12h33

O governo de São Paulo confirmou nesta quarta-feira (3) a revogação do decreto que colocava todo o estado na fase vermelha, a mais restritiva do Plano São Paulo de reabertura econômica. A medida previa o recuo das 20h às 6h nos dias úteis, aos finais de semana e feriados. 

Neste sábado (6) e domingo (7), prefeituras de regiões na etapa laranja poderão liberar atendimento presencial em comércios e serviços não essenciais, das 6h às 20h, durante todo o final de semana e também aos dias úteis.

Tivemos felizmente queda em internações em todo o estado de São Paulo, tanto em leitos primários quanto em leitos de terapia intensiva (UTI), o que nos permite suspender a decisão de fechamento de atividades econômicas já neste final de semana em todo o estado. Tivemos uma diminuição de 11% no número de internações por Covid-19 nos leitos públicos e privados e o governo entende que podemos permitir que as atividades de fim de semana sejam retomadas”, afirmou o governador João Doria.

A decisão beneficia municípios da Grande São Paulo e das regiões de Araçatuba, Araraquara, Baixada Santista, Campinas, Piracicaba, Presidente Prudente, Registro, São João da Boa Vista e São José do Rio Preto e Sorocaba.

Na etapa laranja, academias, salões de beleza, restaurantes, cinemas, teatros, shoppings, concessionárias, escritórios podem funcionar por até oito horas diárias, com atendimento presencial limitado a 40% da capacidade, com início às 6h e encerramento às 20h. Os parques também estão liberados nesta fase. O consumo local em bares está totalmente proibido.

A venda de bebidas alcoólicas em lojas de conveniência só pode ocorrer entre 6h e 20h. Somente a partir da fase verde, a mais branda, é que essa comercialização poderá voltar a ser feita sem restrições.

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Nos municípios abrangidos pelos DRSs (Departamentos Regionais de Saúde) de Barretos, Bauru, Franca, Marília, Ribeirão Preto e Taubaté, as restrições da fase vermelha estão mantidas em tempo integral. Todas as seis regiões estão com ocupação hospitalar de pacientes graves com COVID-19 acima de 75%.

A fase vermelha só permite serviços como farmácias, mercados, padarias, lojas de conveniência, bancas de jornal, postos de combustíveis, lavanderias e hotelaria. Bares, restaurantes, lojas de rua, shoppings e demais atividades não essenciais só podem atender em esquema de retirada na porta, drive-thru e entregas por telefone ou aplicativos.

A reclassificação do Plano SP está prevista para sexta (5), com vigência a partir da próxima segunda (8). De acordo com a classificação atual, 82% da população do estado está na fase laranja, e 18% na etapa vermelha.

Críticas

A decisão de endurecer as restrições foi anunciada no dia 22 de janeiro. A medida deveria permanecer até o dia 7 de fevereiro, quando haveria nova reclassificação. No entanto, de acordo com a gestão estadual, a revogação foi antecipada devido a estabilidade de casos e mortes, e queda no número de internações por Covid-19. 

As medidas mais restritivas impostas pelo governo foram alvo de duras críticas, principalmente por parte do comércio. O setor de bares e restaurantes chegou a protestar mais de uma vez. No último fim de semana, o empresário Rodrigo Alves, do Ponto Chic, resolveu abrir as portas de duas lojas em protesto após saber que o prefeito Bruno Covas havia ido ao Maracanã.

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