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‘Gatinha da Cracolândia’ diz que nunca vendeu drogas e que sofre injustiça

Em entrevista à Record, Lorraine Romeiro, que está presa desde 22 de julho, afirmou que era apenas usuária de substâncias ilícitas

Por Redação VEJA São Paulo 20 set 2021, 15h06

Lorraine Cutier Bauer Romeiro, jovem de 19 anos que ficou conhecida como “Gatinha da Cracolândia”, afirmou, em entrevista à Record TV, que nunca vendeu drogas no centro de São Paulo e que era apenas usuária. Após investigação policial, ela foi encontrada em sua casa em Barueri, na Grande São Paulo, no dia 22 de julho, e está presa desde então.

“Não [sou traficante]. Sou usuária. Tinha uns 14, 15 anos [na primeira vez que usou drogas]. Uma vez, me ofereceram maconha e acabei fumando. Eu acabei gostando da sensação, e aí, no outro dia, queria de novo e de novo. Foi aí que percebi que tinha virado dependente. Já usei bala, cocaína, lança-perfume e maconha”, disse Lorraine. 

“Nunca vendi, só ia para comprar”, acrescentou a mulher. Entretanto, segundo a polícia, em sua casa foram encontradas mais de 400 porções de crack, cocaína, maconha e ecstasy, além de quase 100 frascos de lança-perfume. Em relatórios da investigação, ela aparece comercializando crack dentro de tendas no “fluxo” de usuários de drogas da Cracolândia.

Lorraine disse ainda que está sendo injustiçada no caso. “Tudo que está acontecendo na minha vida é uma injustiça. Se eu estivesse pagando por coisas que eu fiz, estaria com o coração mais tranquilo. A pior coisa do mundo é ser acusada por coisas que você não fez. Nada daquilo era meu. Não sou chefe de crime de tráfico nenhum”, relata.

A “gatinha da Cracolândia” ainda negou que tenha guiado a polícia até um hotel, no bairro Santa Cecília, onde os agentes encontraram uma mochila com 85 porções de maconha, 295 de cocaína e oito de crack.

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