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Doria planeja encerrar os voos em Campo de Marte até 2020

Nesta segunda-feira (7), a União cedeu 40 000 hectares de um total de 210 000 hectares do terreno

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 8 ago 2017, 08h45 - Publicado em 8 ago 2017, 08h40

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), estimou nesta segunda-feira (7) que até o fim de seu mandato, em 2020, o aeroporto do Campo de Marte será desativado. A afirmação foi feita em encontro com o presidente Michel Temer, que esteve na Prefeitura, quando ambos assinaram um acordo para a cessão de parte do aeroporto, que fica na Zona Norte, devolvendo a área para a municipalidade.

Nessa primeira área, será feito um museu aeroespacial. Doria, cujo slogan é “acelera São Paulo”, disse que fez em três meses o que outros prefeitos não fizeram em sessenta anos: o Campo de Marte é objeto de uma contenda judicial entre prefeitura e União desde 1958.

A disputa pela área, no entanto, vem desde o século 18, quando os jesuítas que controlavam o terreno foram expulsos do Brasil e se intensificou em 1932, após a Revolução Constitucionalista. Até então o Campo de Marte era o centro de operações da Força Pública de São Paulo. Com a derrota dos paulistas na revolução, a União tomou posse do imóvel.

O ex-prefeito Fernando Haddad (PT) tentou durante quatro anos fechar um acordo com o governo federal, mas não obteve sucesso. O fim das operações aéreas no Campo de Marte era parte importante do projeto Arco para o Futuro. Segundo ex-auxiliares de Haddad, faltou vontade política por parte da presidente afastada Dilma Rousseff.

Nesta segunda-feira, a União cedeu 40 000 hectares de um total de 210 000 hectares do terreno. Na segunda etapa da doação, Doria pretende abrir um complexo esportivo. A terceira fase, que inclui a desativação do aeroporto para aviação executiva, terá antigos galpões das empresas transformados em um polo gastronômico.

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