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Criolo e Emicida: as vozes da periferia

Ano de troféus e mais prêmios para os dois artistas

Por Alvaro Leme, Leonam Bernardo e Ricky Hiraoka Atualizado em 5 dez 2016, 17h30 - Publicado em 29 dez 2011, 12h10

Foi com uma música chamada “Não Existe Amor em SP” que, ironicamente, o rapper Kleber Gomes, conhecido como Criolo, passou a fazer sucesso na cidade. Aos 36 anos e morador do Grajaú, na Zona Sul, ele e o também paulistano e dez anos mais novo Leandro Roque de Oliveira, ou simplesmente Emicida, representam a “hypada” que o rap deu na preferência do grande público.

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Juntos, abraçaram cinco troféus no prêmio Video Music Brasil, VMB, realizado em outubro pela MTV — enquanto Criolo foi coroado como revelação, melhor disco e melhor música, Emicida acabou como artista do ano e protagonista do melhor videoclipe.

Na esteira do sucesso da dupla vêm outros nomes, como os rappers Rashid, Rodrigo Ogi e Flora Matos, que ganham voz e vez não só nas ruas da periferia, mas em badalados clubes da capital, como o Clash e o recém-inaugurado Cine Joia, onde agradam, também, a playboys e patricinhas. Não por acaso, Criolo faz questão de resumir 2011 como um ano em que seu trabalho “foi levado a uma esfera inesperada”. Será um sinal de que o rap está ficando mainstream?

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