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Após ativista se acorrentar na Câmara, prefeitura volta com marmitas para moradores de rua

Projeto Cozinha Cidadã seria encerrado no próximo final de semana; informação foi divulgada por Milton Leite

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 22 set 2021, 22h23 - Publicado em 22 set 2021, 20h48

O presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (DEM), recebeu o presidente do Movimento Estadual da População em Situação de Rua, Robson Mendonça, após o homem se acorrentar nos portões da Casa. O caso ocorreu depois da prefeitura de São Paulo afirmar  que encerraria o Programa Cozinha Cidadã, que atende com refeições cerca de 10 000 moradores de rua, na terça-feira (21), em decorrência da crise sanitária e econômica da Covid-19.

Robson Mendonça afirmou que realizaria uma greve de fome enquanto Leite não o recebesse para debater a questão. Ele ficou acorrentado nos portões das 9h às 15h45, até ser informado que o vereador o receberia nesta quarta-feira (22).

Durante a conversa, o presidente da Câmara ligou para o prefeito Ricardo Nunes (MDB), que se comprometeu a manter o Cozinha Cidadã até dezembro deste ano. Inicialmente, o programa seria encerrado no dia 25 de setembro, próximo sábado.

O caso chegou a ser judicializado após pedido da Defensoria e do Ministério Público, que pediram a volta imediata da ação, pedido que foi negado pela Justiça.

Após Robson se acorrentar na Câmara, a prefeitura afirmou que daria continuidade ao programa direcionando os beneficiários para unidades do Bom Prato e que três pontos de distribuição de marmitas seriam mantidos.

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