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Grávida de 9 meses perde bebê por complicações de toxoplasmose

A família da paciente afirma que houve negligência por parte da equipe médica; secretaria de Saúde de São Vicente diz que protocolos foram seguidos

Por Redação VEJA São Paulo 22 set 2021, 11h21

Milena da Glória Cardoso, 19, estava grávida de 9 meses e perdeu seu bebê após complicações de uma toxoplasmose. Foi registrado um Boletim de Ocorrência para investigar se houve negligência por parte do acompanhamento médico. As informações são do UOL.

A doença é conhecida popularmente como “doença do gato”. Na maioria dos casos, ela não precisa de tratamentos específicos e não gera sintomas. Porém, em algumas situações pode provocar infecções nos olhos e no cérebro de pacientes com sistema imunológico fragilizado, e atingir os filhos no caso das gestantes, gerando sequelas.

A mulher está internada na Maternidade Municipal de São Vicente, no litoral de São Paulo, desde o dia 19, último domingo. Segundo depoimento de familiares, ela foi diversas vezes ao hospital durante duas semanas alegando estar com dores, além de apresentar inchaço.

No sábado, um dia antes da internação, ela chegou à unidade de saúde com sangramento e apresentava 1,5 cm de dilatação. No entanto, a acompanhante disse que não foi feito uma cardiotocografia e pediram para que a gestante retornasse no dia seguinte.

No domingo, Milena deu entrada novamente no hospital. Segundo a secretaria de Saúde de São Vicente, dessa vez foram realizadas a cardiotocografia e exame ginecológico. A falta de batimentos cardíacos foi confirmada após uma ultrassonografia. Após o óbito fetal, a paciente passou por um cesárea e segue internada.

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A gestante soube de sua infecção com a toxoplasmose no quinto mês de gestação, durante um exame de sangue. Os familiares acreditam que faltou acompanhamento da rede municipal de saúde, já que não houve repetições do exame.

Acompanhada por uma advogada, a família foi ao 3° Departamento Policial de São Vicente registrar um Boletim de Ocorrência. Foi solicitado exame necroscópico do bebê. A alegação é uma suposta negligência por parte das equipes médicas. A Secretaria de Saúde do município afirma que os protocolos necessários foram seguidos.

A pasta diz que Milena realizou 14 consultas ao todo. A primeira delas, em janeiro, confirmou a toxoplasmose. “A gestante foi encaminhada para triagem de pré-natal de alto risco. Após avaliação, seguindo protocolo do Ministério da Saúde, por apresentar avidez alta, em sorologia colhida antes de 16 semanas, não havia indicação de tratamento ou encaminhamento para pré-natal de alto risco, visto que a infecção foi adquirida antes da gestação. Em 27 de julho, a gestante repetiu os exames, mantendo o resultado de toxoplasmose”.

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