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Presidente de movimento se acorrenta em frente à Câmara por marmitas

Robson Mendonça revindica continuação do projeto Cozinha Cidadã, que distribui refeições à população em situação de rua

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 21 set 2021, 15h34 - Publicado em 20 set 2021, 15h23

Presidente do Movimento Estadual da População em Situação de Rua de São Paulo, Robson César Correira de Mendonça, 68, se acorrentou em frente à Câmara Municipal da cidade para protestar contra o fim do programa Cozinha Cidadã. A greve de fome começou nesta segunda-feira (20) e a entidade quer ser recebida pelo presidente da Câmara, Milton Leite (DEM)

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“Não sairemos daqui enquanto Milton Leite não nos receber”, afirma a entidade em suas redes sociais. Segundo o movimento, o programa Cozinha Cidadã atendia cerca de 10 000 moradores em situação de rua. Seu término está previsto para o dia 25 de setembro, próximo sábado.

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O projeto foi criado no fim de abril de 2020 e há um ano e meio distribui marmitas a pessoas em vulnerabilidade social. Segundo a prefeitura, o programa foi “desenvolvido em caráter emergencial no início da pandemia, cenário de forte redução da circulação de pessoas e com restrições do comércio na cidade”.

“Com a progressão do cenário pandêmico e o período atual de maior abertura em relação ao funcionamento do comércio, a prefeitura está direcionando os beneficiários do programa para o Bom Prato, serviço estadual vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (SEDS-SP)”, explica. A gestão municipal afirma que três pontos de distribuição de marmitas mais distantes dos restaurantes do programa Bom Prato serão mantidos.

O juiz Kenichi Koyamaa negou pedido da Defensoria e do Ministério Público para a retomada imediata do programa. Segundo ele, cabe à administração municipal avaliar as possibilidades financeiras para a continuidade de distribuição de marmitas.

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