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Covid: Araraquara e outras cidades do interior voltam a decretar lockdown

São José do Rio Preto, Barretos e Catanduva, além de municípios menores, estão em alerta máximo e endurecem restrições

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 17 jun 2021, 12h50 - Publicado em 17 jun 2021, 10h24

Cidades do interior de São Paulo estão retomando medidas mais rígidas para conter o avanço da Covid-19. São José do Rio Preto, Araraquara, Catanduva e Barretos são alguns que anunciaram maiores restrições dos que as já previstas no Plano São Paulo.

Araraquara, que já decretou lockdown anteriormente e viu os números de casos e internações caírem, está em estado de alerta novamente. A cidade alcançou o  índice de 20% de casos positivos dos testes, entre sintomáticos e assintomáticos por três dias consecutivos. Um decreto do prefeito Edinho Silva (PT) estabelece o fechamento das atividades econômicas e sociais. As regras serão estabelecidas em reunião. 

Em São José do Rio Preto, haverá uma espécie de lockdown noturno, entre 18h e 6h, até o dia 1º de julho. Assim, o comércio só poderá atender o público durante o dia, encerrando o expediente às 18h. A regra também vale para bares, que após o horário estipulado só poderão atender através de entregas. O transporte coletivo vai funcionar das 5h às 20h.

De acordo com o prefeito da cidade, Edinho Araújo (MDB), “o quadro voltou a ser crítico, com níveis de ocupação de leitos e de novos casos que exigem ações imediatas”. De acordo com ele, a decisão de fechar a cidade durante o período noturno se deu após análise do comitê de saúde. A taxa de ocupação de UTIs está em 94%.

“Segundo o nosso comitê de saúde, a alta da taxa de transmissão do vírus se dá pelas aglomerações em bares, comemorações e pelas incontáveis festas clandestinas. Se nada for feito agora, a explosão de casos provocará rapidamente um colapso total do sistema de saúde, tanto público quanto privado. Nem o dinheiro garantirá acesso a um leito hospitalar”, disse.

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Em Catanduva, houve 46 mortes de pacientes à espera de leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para tratamento de Covid-19 em apenas 15 dias. A informação foi divulgada pela prefeitura na tarde de terça-feira (15). Por isso, medidas mais enérgicas também foram adotadas.

Até o dia 29 de junho, o transporte coletivo está suspenso e haverá proibição de diversas atividades, incluindo as consideradas essenciaisAs medidas foram tomadas um dia depois de o Ministério Público (MP) ajuizar uma ação de improbidade administrativa para responsabilizar o prefeito Osvaldo de Oliveira Rosa (PSDB) por não decretar lockdown na cidade.

Cidades menores, como Tabapuã, Itajobi, Palmares Paulista, Santa Adélia, Catiguá, Uchoa e Novo Horizonte também adotaram ações mais duras de combate ao coronavírus. Em Barretos, o comércio será fechado a partir da meia-noite de sábado (19) até ao menos o próximo dia 28. Além de bares e restaurantes, até os supermercados não poderão funcionar, podendo atender apenas por entregas.

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