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Covas ameaça trocar secretário caso ônibus permaneçam cheios em SP

A declaração aconteceu nos últimos 20 minutos da entrevista feita em conjunto com o governador João Doria (PSDB)

Por Redação VEJA São Paulo 8 jun 2020, 18h46

O prefeito Bruno Covas (PSDB) disse hoje (8) em coletiva à imprensa no Palácio dos Bandeirantes que o secretário municipal de Mobilidade e Transportes Edson Caram pode ser demitido da pasta até sexta (12) caso os ônibus continuem levando passageiros em pé.

A declaração aconteceu nos últimos 20 minutos da entrevista feita em conjunto com o governador João Doria (PSDB). “Hoje, pela manhã, o número que a gente tem é que em 5% das linhas, nós tínhamos passageiros em pé. O secretário tem até sexta-feira para conseguir mudar isso. Se ele até sexta-feira, não conseguir, a partir da segunda, é outro secretário que vai tentar fazer isso”, afirmou Covas.

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O Prefeito detalhou sua insatisfação ao contar de uma conversa anterior com Caram sobre o assunto: “Na sexta (5), as concessionárias já puderam ser reabertas. Nós tivemos 1 206 milhões no transporte público municipal. O número não é diferente do que a gente tinha observado, entre 1,1 milhão e 1,2 milhão ao longo das últimas quatro semanas. O secretário municipal de transportes me garantiu que nessa semana não haveria passageiro em pé.”

Orientações para o transporte público durante a pandemia

A fim de conter o aumento de casos de coronavírus em São Paulo, a Prefeitura emitiu novos protocolos para o transporte público, o que explica a celeuma entre Covas e o Edson Caram. De acordo com as orientações, os coletivos não devem exceder a capacidade de passageiros sentados. Os motoristas estão autorizados a não parar nos pontos de embarque quando os veículos tiverem atingido a lotação. Entre as medidas há ainda o uso obrigatório de máscaras nos ônibus e terminais.

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