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Em São Paulo, 14 cidades decidem adiar retorno às aulas presenciais

Governo do estado disse que pode ir à Justiça contra prefeituras que descumprirem determinação

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 14 jan 2021, 09h59 - Publicado em 14 jan 2021, 09h49

Em meio ao esforço do governo de São Paulo para iniciar as aulas na rede estadual no dia 1º de fevereiro, pelo menos 14 cidades já anunciaram que não vão retomar atividades presenciais nas escolas por enquanto.

São elas: Arujá, Barueri, Franco da Rocha, Guararema, Guarulhos, Itapevi, Jandira, Mauá, Osasco, Poá, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano. A capital ainda não definiu data de retomada.

Na terça-feira (12), um consócio que reúne prefeitos do ABC Paulista decidiu que na região as aulas presenciais só acontecerão após o dia 18 de fevereiro na rede particular e 1º de março na pública, caso a vacinação contra a Covid-19 comece em 25 de janeiro.

Em coletiva de imprensa na quarta (13), o governo de São Paulo disse que pode ir à Justiça contra prefeituras que não cumprirem à determinação.

“A Educação precisa ser prioridade. Precisa ter a justificativa epidemiológica. Dizer que vai esperar uma vacinação não é uma justificativa epidemiológica, porque a gente teria que fechar todos os demais setores que estão funcionando e que são essenciais estarem abertos pra sociedade. Obviamente estamos fazendo a construção de eventualmente questionar na Justiça após uma eventual negativa e o estudo que deve publicado do porquê estar fechando”, disse Rossieli Soares, secretário da Educação.

O ano letivo nas escolas estaduais de São Paulo começa no dia 1º de fevereiro com até duas aulas presenciais por semana. Segundo Soares, as escolas poderão receber até 35% dos alunos por dia durante os primeiros 15 dias em sistema de rodízio.

O governo paulista classificou as escolas como sendo de atividade essencial em dezembro. Assim, as instituições passam a funcionar em qualquer fase do Plano São Paulo. Neste retorno gradativo, podem frequentar a escola presencialmente 35% dos alunos nas fases vermelha e laranja, 70% na fase amarela e até 100% na fase verde.

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