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Carolina de Jesus, Itamar Assumpção e outras personalidades ganham estátuas na capital

Após polêmica em torno do monumento de Borba Gato, prefeitura decide homenagear figuras negras

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 17 ago 2021, 15h33 - Publicado em 17 ago 2021, 14h47

A prefeitura de São Paulo anunciou a construção de cinco novas estátuas na capital. Elas devem homenagear personalidades negras que fizeram parte da história da cidade. A novidade vem após o caso do incêndio à estátua do Borba Gato e o ressurgimento do debate sobre monumentos contestados.

Ganharão as esculturas o bi-campeão olímpico Adhemar Ferreira da Silva, a escritora Carolina Maria de Jesus, os sambistas Deolinda Madre e Geraldo Filme e o músico Itamar Assumpção.

Adhemar Ferreira da Silva ficou conhecido pelas suas duas medalhas de ouros conquistadas em jogos olímpicos, uma em Helsinque 1952 e outra Melbourne 1956. Atleta do salto triplo, torcia para o São Paulo, clube que até hoje carrega duas estrelas em seu uniforme em homenagem ao bi-campeão. Sua estátua ficará no bairro da Casa Verde, no canteiro central da Avenida Braz Leme, onde morou durante sua vida.

No começo de julho, foi anunciado que Carolina de Jesus se tornaria tema de exposição no IMS e que seu livro, Quarto de Despejo — Diário de Uma Favelada, poderia virar filme. A escritora narra na obra literária sua trajetória como catadora de lixo, mãe solteira de três filhos e moradora da antiga favela do Canindé, na Zona Norte da capital. Sua estátua será construída no Parque Linear Parelheiros.

Conhecida como madrinha Eunice, Deolinda Madre foi responsável pela fundação da Lavapés, uma das primeiras escolas de samba de São Paulo. A escola, nascida na década de 30, venceu o grupo especial sete vezes e fica localizada no Centro. Já Geraldo Filme foi um dos pioneiros do samba paulista, sendo contemporâneo de Adoniran Barbosa. As estátuas das personalidades serão feitas na Praça da Liberdade e na Praça David Raw, respectivamente.

Nascido no interior de São Paulo, em Tietê, Itamar Assumpção foi compositor, cantor e instrumentista e produziu mais de 300 músicas, nove discos e centenas de poesias em trinta anos de carreira. Ele faleceu em 2003, mas sua obra continua rendendo novidades. Sua estátua ainda não tem uma localização definida.

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