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Capital paulista tem mais de 3 000 queixas sobre festas na pandemia

Denúncias foram feitas por meio do serviço de 156 da prefeitura

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 21 out 2020, 16h49 - Publicado em 21 out 2020, 16h43

Desde o dia 23 de março, quando começou a quarentena na cidade de São Paulo por causa da pandemia do novo coronavírus, até o dia 18 de outubro, o serviço de solicitações por telefone da prefeitura recebeu 3 050 queixas que tinham o termo “festa” e se referiam a eventos nesse período.

As denúncias feitas no serviço 156 referiam-se a estabelecimentos que ficaram abertos durante a pandemia, apesar das restrições, e também a reclamações sobre perturbação de sossego ou poluição sonora.

A Secretaria Municipal das Subprefeituras informou que 1 244 estabelecimentos foram interditados, devido ao descumprimento das ordens vigentes durante a pandemia. Desse total, 829 estabelecimentos eram bares, restaurantes, lanchonetes e cafeterias. O valor da multa é de R$ 9.231,65, aplicada a cada 250 metros quadrados.

VEJA SÃO PAULO tem noticiado casos de desrespeito às normas da flexibilização da quarentena. Um dos episódios mais emblemáticos ocorreu no Beco do Espeto, no Itaim Bibi, em 16 de agosto, quando centenas de pessoas foram flagradas aglomeradas no estabelecimento, sem nem sequer usarem máscaras. No último domingo, a Festa Treta causou revolta nas redes sociais ao compartilhar vídeos de uma nova edição, no Open Bar Club, em Pinheiros.

Retomada de atividades em São Paulo

Durante o período de pandemia, bares, restaurantes, cafeterias e lanchonetes estão autorizados a funcionar na cidade de São Paulo 12 horas por dia, mas sem passar das 22h, e com capacidade reduzida a 60%.

Atividades que geram aglomeração, tais como festas e baladas, ou que se refiram à presença de torcedores em eventos esportivos e grandes shows com público em pé continuam proibidas em todos os 645 municípios paulistas.

(Com informações da Agência Brasil)

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