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Cantor acusa Anderson, do Molejo, de estupro; vocalista nega

Maycon Douglas afirma que foi levado a hotel e abusado sexualmente; artista diz que "jamais praticou os atos"

Por Redação VEJA São Paulo 4 fev 2021, 09h48

Maycon Douglas Pinto de Nascimento Adão, o MC Maylon, de 21 anos, disse à polícia na quarta-feira (3) que foi estuprado por Anderson Leonardo, vocalista do grupo Molejo. O artista negou que tenha cometido o crime.

A suposta vítima teria sofrido abuso sexual em dezembro em um hotel no Rio de Janeiro. “Hoje eu estou muito mais forte pra falar. [Anderson] Era um cara que eu chamava de pai, de padrinho”, disse em entrevista ao G1 o jovem, que tem uma tatuagem com o rosto de Anderson no antebraço.

Segundo Maylon, ele foi levado até o local contra a sua vontade. Os dois haviam se encontrado para uma reunião e estavam a caminho dentro de um carro. Anderson teria mudado o destino e ido até o hotel, onde, de acordo com Maylon, começaram as agressões.

“Quando entramos, ele começou a me agredir. Me deu tapa na cara. Durou uma hora e não sei quantos minutos. Eu nunca ia esperar isso dele. Quando ele penetrou em mim, senti muita dor”, declarou Maylon.

O boletim de ocorrência foi registrado na 33ª Delegacia de Polícia do Rio, no bairro de Realengo, que investiga o caso. A unidade afirmou que chamará Anderson para prestar depoimento sobre as acusações.

“Os agentes aguardam o resultado do boletim médico do hospital para verificar se houve ato sexual, e vão requisitar imagens de câmeras de segurança instaladas no estabelecimento onde teria acontecido o fato e ouvir testemunhas. Os policiais também vão coletar objetos e elementos que estejam relacionados ao caso para esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido”, afirmou a Polícia Civil do Rio de Janeiro.

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Em nota, Anderson negou as acusações e disse que foi surpreendido com a história.

Leia na íntegra:

“O Cantor [Anderson Leonardo] foi surpreendido, assim como todos, com o que foi veiculado na imprensa na data de hoje, não tendo qualquer conhecimento acerca do publicado em redes sociais ou mesmo em sede policial, vez que não foi intimado para prestar quaisquer informações, pelo que, não teve nem mesmo ciência do que consta do registro de ocorrência.

Esclarece ainda que lamenta profundamente as declarações envolvendo seu nome, refutando qualquer ato de violência contra quem quer que seja, negando categoricamente à acusação completamente falsa de agressão sexual feita em seu desfavor.

Ressalta, outrossim, que em mais de 30 anos de vida pública, jamais tivera seu nome ligado a qualquer ato criminoso ou que viesse a desabonar ou macular a sua imagem e carreira, seja de sua vida profissional ou pessoal.

Informa também que conhece a suposta vítima, mas jamais praticou os atos veiculados na imprensa, inclusive, tem conhecimento que a suposta vítima já esteve presente em diversas apresentações artísticas do Cantor, em ocasiões posteriores à falaciosa alegação, o que demonstra, claramente, que a narrativa publicada nunca ocorreu.

Assim, o cantor esclarece, por meio de sua assessoria, que os fatos publicados não são verdadeiros, repudiando veementemente os profissionais que praticam o jornalismo inverídico, sensacionalista e desarrazoado.”

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