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Os melhores programas do fim de semana

Dez atrações imperdíveis para curtir entre sexta (15) e domingo (17)

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

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Confira abaixo os dez melhores programas selecionados pelos críticos de VEJA SÃO PAULO:

  • Cinebiografia

    Steve Jobs
    VejaSP
    4 avaliações
    Um dos fundadores da Apple, Steve Jobs (1955-2011) já foi tema de uma cinebiografia de pouco valor estrelada por Ashton Kutcher, em 2013. O roteiro do novo filme, assinado por Aaron Sorkin (de A Rede Social), não tem a pretensão de abranger a vida inteira de Jobs. Por meio de apenas três episódios profissionais, o longa-metragem consegue transmitir sua personalidade irrefreável. Os ambientes são os bastidores das apresentações do primeiro Macintosh (1984), do caríssimo computador NeXT (1988) e do iMac (1998). Jobs, em uma atuação cheia de som e fúria de Michael Fassbender, é visto como um cara arrogante, egocêntrico, exigente — e não menos visionário. Da desconfiança em relação à paternidade de sua filha ao conflituoso relacionamento com Steve Wozniak (Seth Rogen), seu parceiro na Apple desde os primórdios, a história passa a limpo a trajetória de cartorze anos de Jobs enfocando seus fracassos e dissabores, sempre acompanhados de perto pela executiva de marketing interpretada por Kate Winslet. Na profusão de palavras criadas por Sorkin, o diretor Danny Boyle (Quem Quer Ser um Milionário?) conduz a trama como se uma bomba-relógio estivesse prestes a explodir. Estreou em 14/1/2016.
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  • Dalasam costura em suas rimas questões sociais e o cotidiano na periferia, como a maioria das composições do rap paulistano. Outro elemento, porém, chama mais atenção: a bandeira LGBT. Sem abrir mão do visual fashionista extravagante, ele insere o assunto de forma sutil nas faixas do bem recebido EP Modo Diverso. São contagiantes histórias de paquera em festas, como Aceite-C (seu grande hit) e Deixa. O rapper agora se prepara para um salto maior: lançar o seu primeiro disco, Orgunga, com composições próprias e inéditas. Repetida, há apenas Riquíssima, apresentada em remixes novos. Nesse audacioso trabalho, o cantor afirma que tem como objetivo sintetizar seu papel na música e mostrar a que veio. No repertório, algumas das músicas do EP e as novatas, como Esse Close Eu Dei, a primeira aposta do disco, o qual já ganhou videoclipe. Dia 29/5/2016.
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  • Obcecado em retratar o tempo como agente transformador das relações familiares, o autor potiguar João Fábio Cabral marca mais um ponto com esse drama. Assim como em Rosa de Vidro (2007) e Um Verão Familiar (2012), o protagonista do texto precisa montar uma quebra-cabeça referente ao passado para alcançar o futuro. Grávida de poucos meses, Vick (interpretada por Camila Graziano) perdeu a mãe e retorna a casa onde viveu a infância para resolver pendências burocráticas. Por lá, ela encontra o locatário do imóvel (papel de Zemanuel Piñero) e, provocada, começa a juntar peças capazes de desvendar segredos até então desconhecidos. A diretora Fabiana Carlucci construiu uma encenação simples em que as ferramentas são as interpretações de Camila e, principalmente, de Piñero. Guiado pelos atores, o público se envolve pela atmosfera sentimental e, se o desfecho não surpreende, a história carrega a emoção de um bem arquitetado folhetim. Estreou em 24/9/2015. Até 28/2/2016.
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  • A mato-grossense soltou em 2014 Segue o Som, o quinto disco de estúdio, com produção de Liminha e Kassin. O álbum não destoa tanto dos outros trabalhos e até toma certas liberdades em alguns momentos, como o flerte com o dub em Toda a Humanidade Veio de uma Mulher, a dançante faixa-título e a gingada Ninguém É Igual a Ninguém. Desde o lançamento, ela se mantém com essa turnê pelo país. No repertório, ela ainda faz retrospectiva de sua carreira, com sucessos como Ai Ai Ai, Amado e Não Me Deixe Só. Dia 14/5/2016.
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  • Um espetáculo de perfeita comunicação com a virada de 2015 para o recém-chegado 2016. Assim pode ser definido o drama Os Veranistas (70min, 12 anos). O curioso e mais louvável é que a montagem dirigida por Renato Andrade toma por base um clássico sobre a hipocrisia social escrito em 1904 pelo russo Máximo Gorki. Na trama, um grupo, nem todos bons amigos, se reú­ne em uma casa de praia para celebrar o réveillon. Mas o clima, de cara, já não fica dos melhores. Um escritor (papel de Roberto Leski) e uma médica ativista (Renata Flores) já se estranham pouco depois dos cumprimentos, enquanto uma atriz (Luciana Severi) revela um câncer em estágio avançado. De outro lado, o casal anfitrião (Dimitri Slavov e Bruna Ribeiro) é incapaz de disfarçar a crise e um adolescente (Thiago Sak) se descobre ilhado em meio a tantos sentimentos confusos. Como adaptador e diretor, Andrade conseguiu transpor a história para os dias atuais sem se preocupar com excessivas e desnecessárias referências. Em tom naturalista, os doze atores transmitem uma desesperança que não deixa a plateia indiferente, e se falta uma certa unidade ao elenco a força das palavras fortalece a mensagem. Com Anita Prades, Danilo Fernandes, Drica Czech, Marcelo Sartori, Patrícia Vieira Costa e Rodrigo Vellozo. Estreou em 11/11/2015. 
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  • Haja disco! Em quarenta anos de estrada, Guilherme Arantes somou 32 deles — e escolheu 21 para integrar uma caixa comemorativa, lançada agora. “É para eu ficar em dia com o passado e seguir em frente”, diz. Neste show, ele promete algumas raridades, como Prelúdio e A Cidade e a Neblina. Dia 12/11/2016.
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  • Pela terceira vez no ano, David Guetta se apresenta por aqui. Desta vez, o local escolhido é o Espaço das Américas.  Responsável pela expansão do EDM, o DJ consegue transformar (quase instantaneamente) todas as suas músicas em hits. Diferente da apresentação de janeiro, aqui a proposta é uma performance um pouco mais intimista. Dia 04/11/2016.
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  • Portugueses

    Taberna da Esquina

    Rua Bandeira Paulista, 812, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3167 6489

    VejaSP
    1 avaliação

    O balhacau está pela hora da morte! A manjada expressão só não vale para o almoço executivo do Taberna da Esquina, casa do chef português Vítor Sobral. Há dois menus, um a R$ 47,00 e o outro a R$ 56,00, diferentes a cada dia. Toda quarta, o mais caro deles dá direito ao bacalhau à brás (em lascas com cebola caramelada, batata palha e ovo) — na carta regular do restaurante, uma receita parecida do pescado, à zé do pipo, com cebola caramelada e purê de batata, sai por R$ 78,00. O preço fixo da refeição ao meio-dia dá direito ainda a opções rotativas como o caldo verde e o salame de chocolate.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Bares variados

    Astor

    Rua Delfina, 163, Vila Madalena

    Tel: (11) 3815 1364

    VejaSP
    13 avaliações

    É o endereço classudo da Cia. Tradicional de Comércio, dona também do Pirajá e do Original. Cartazes, espelhos rabiscados e lustres antigos dão aura nostálgica ao endereço, ocupado por um público que passou dos 30 anos. A carta foi renovada com a inclusão de doze drinques, a R$ 31,00 cada um. Faz bonito o sutil fish house punch (brandy, rum, licor de damasco, limão e angustura), tirado diretamente da torneira de chope. Falando nele, o chopinho da Brahma (R$ 8,10) tem agora a companhia do appia (R$ 12,00), da Colorado, extraído com o colarinho bem denso. Quando vier o apetite, o picadinho (R$ 49,00) se mostra uma boa escolha. Chega com arroz, farofa, caldo de feijão e banana à milanesa.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Quem já passou pela estação de metrô Brás deve ter sido atraído pelas várias chapas de aço onduladas — algumas polidas, outras lixadas ou pintadas — que fazem o efeito de um grande caleidoscópio. Aos 89 anos, a paulistana Amelia Toledo, responsável por este e outros trabalhos espalhados pela cidade, defende: “Obra pública é muito importante, porque fica”. Na Galeria Marcelo Guarnieri, a artista autodidata mostra parte da produção dos seus mais de cinquenta anos de carreira. As doze instalações criam encontros entre materiais como pedras e espelhos. Ela estuda suas interações e provoca no público experiências visuais, sem deixar de dar atenção à beleza e à elegância das peças. Em Bambuí, uma bobina gigantesca de inox reflete formas distorcidas de rochas mineiras. Vindos de pontos isolados do Brasil, outros cristais merecem atenção especial. Repare que metade deles foi tratada pela artista e outra metade permaneceu bruta, uma demonstração da relação ambígua entre o homem e a natureza.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO