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Maria Virgínia Santana: vaidade e competência

A cardiologista que não dispensa o salto alto e a maquiagem

Por: Mariana Barros e Nathalia Zaccaro

Maria Virgínia Santana - 2321 - Dia das Mães
“Não há nada mais fantástico do que o momento em que o coração de um feto começa a bater.” A profissão está acima de tudo, até da minha família.” Maria Virgínia Santana, 58 anos, chefe da área no Dante Pazzanese (Foto: Fernando Moraes)

Quando, aos 18 anos, Maria Virgínia Santana contou para seu pai que pretendia cursar uma faculdade de enfermagem, recebeu a seguinte resposta: “Não, você nasceu para ser médica”. Ela acatou o conselho paterno e há mais de vinte anos comanda a equipe de cardiologia pediátrica do Instituto Dante Pazzanese, na Vila Mariana, por onde passam 1.500 crianças todos os meses (na foto, da esq. para a dir., Luiza, Jaqueline, Virgínia, Ádrian e Lucas). “Essa profissão está acima de tudo, até mesmo da minha família”, diz. “Quando meus filhos, hoje adultos, eram pequenos, eu sofria todos os dias por deixá-los tanto tempo sozinhos, mas sei que fiz o certo ao seguir a vocação.” Apesar da rotina atribulada, que começa às 7h50 e só termina às 19 horas, Virgínia zela por outro lado marcante de sua personalidade. “Sou muito, muito vaidosa”, assume. Ela acorda perto das 6 da manhã para se maquiar, cachear as pontas dos cabelos escovados e montar um visual fashion, que inclui sempre sapatos de salto alto. “Não aceito essa história de que mulher trabalhadora pode se descuidar. A beleza é importante”, ressalta ela, que lidera um pequeno exército feminino: há dez mulheres (e apenas dois homens) no seu grupo de médicos. “Somos as virginetes”, brinca Márcia Matos, uma das integrantes do time. “É preciso estar sempre forte e linda para dar apoio às famílias que precisam tanto de nós todos os dias”, sorri Virgínia.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO