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Testes da vacina de Oxford são suspensos após paciente apresentar reação adversa

Farmacêutica informou que procedimento é "padrão". Anvisa afirmou que foi avisada da decisão

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 9 set 2020, 11h15 - Publicado em 8 set 2020, 20h44

Os testes para a vacina contra a Covid-19 da Universidade de Oxford e da farmacêutica AstraZeneca foram suspensos temporariamente no Reino Unido nesta terça-feira (8). A decisão foi tomada após um paciente apresentar um efeito adverso depois de receber o imunizante.

“Nosso processo padronizado de revisão foi acionado e nós pausamos voluntariamente a vacinação para que nossos dados de segurança sejam revisados por um comitê independente”, informou a farmacêutica em nota para a imprensa.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disse por nota que a empresa comunicou os países que participam do estudo: “A Anvisa já recebeu a mensagem de suspensão enviada pelo laboratório, já que o Brasil é um dos países do mundo que participa do estudo global”. O Brasil participa com instituições como a Unifesp e a Fundação Oswaldo Cruz.

A suspensão é um procedimento comum quando algum voluntário apresenta alguma reação adversa. Ainda não se sabe se os sintomas têm relação direta com o imunizante. A pauta não quer dizer que vacina esteja descartada.

O Ministério da Saúde deve desembolsar 1,9 bilhão de reais para a aquisição e produção de 100 milhões de doses do imunizante. Durante reunião ministerial nesta terça o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que o Brasil deve dar início à vacinação contra a doença em janeiro de 2021.  

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