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São Paulo estuda estágio ainda mais restritivo do que a fase vermelha

"Talvez algumas medidas ainda mais drásticas tenham que ser tomadas", disse João Gabbardo, do Centro de Contingência da Covid-19

Por Redação VEJA São Paulo 26 fev 2021, 14h01

João Gabbardo, coordenador-executivo do Centro de Contingência da Covid-19, disse que o órgão estuda medidas ainda mais restritivas do que a fase vermelha do Plano São Paulo. Na fase vermelha só podem funcionar serviços essenciais à população.

De acordo com ele, o Plano São Paulo prevê um cenário epidemiológico para uma determinada região e estabelece quais são as recomendações adequadas para aquele cenário epidemiológico. “Eventualmente, dentro de uma determinada região, a situação de um município pode até ser mais grave que a média da região e ele [o município] sentir necessidade de tomar medidas e recomendações mais duras, e isso está previsto e tem acontecido desde o início do Plano São Paulo”, afirmou.

“O Centro de Contingência, sim, está estudando para propor uma inclusão no Plano São Paulo de uma nova classificação, que poderia, obviamente, ter mais restrições do que a fase vermelha. Lembro que a fase vermelha já é um período em que só funcionam serviços essenciais, mas pela característica do que essa epidemia nessas últimas semanas, pelo que vem acontecendo, nos estados da região sul, no que aconteceu em Manaus e em algumas regiões e municípios aqui no estado de São Paulo, talvez algumas medidas ainda mais drásticas tenham que ser tomadas. Mas insisto, isso ainda está numa fase de avaliação do Centro de Contingência e após essa avaliação ela poderá ou não ser encaminhada para implementação do Plano São Paulo”, disse o especialista.

Nesta sexta-feira (26), o governador de São Paulo, João Doria (PSBD), anunciou que a capital, a região metropolitana e as regiões de Campinas, Registro e Sorocaba recuaram para a fase laranja do Plano São Paulo. Marília e Ribeirão Preto regrediram para a fase vermelha. As novas medidas mais restritivas passam a valer na próxima segunda-feira (1º). Somente Piracicaba avançou para a fase amarela. Na fase laranja, o funcionamento dos serviços não essenciais fica limitado a até oito horas diárias, com atendimento presencial máximo de até 40% da capacidade e o encerramento até as 20h. Bares não podem atender presencialmente.

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