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Resposta inicial do organismo à Covid-19 pode prever casos graves, diz estudo

Pesquisa de universidades americanas, que contou com participação de brasileiros, identificou padrões nas reações do sistema imunológico à doença

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 28 Jul 2020, 20h48 - Publicado em 28 Jul 2020, 20h44

Um estudo publicado na segunda-feira (27) na revista científica Nature afirma que a resposta inicial do sistema imunológico à Covid-19 pode ajudar a identificar quem terá casos graves da doença. A pesquisa é de especialistas das universidades de Yale e de Rockefeller, nos Estados Unidos.

Eles observaram 113 pacientes internados no hospital Yale New Haven, acompanhando a resposta do sistema imunológico ao longo das internações por meio de exames de sangue. De acordo com o estudo, uma reação mais agressiva do corpo no início da doença por prever uma manifestação mais grave da doença no futuro. A pesquisa teve a participação de dois brasileiros: Caroline Lucas, de Yale, e Tiago Castro, da Rockefeller.

Em casos com sintomas moderados foram observadas respostas decrescentes do sistema imunológico, com queda da carga viral. Casos graves não tiveram essa queda na carga viral e nem queda na reação do sistema imunológico: esses parâmetros permitiram identificar quais pacientes teriam quadros severos.

“O desenvolvimento de um caso mais grave da doença não está só relacionado à carga viral (quantidade de vírus no corpo), mas a uma disfunção da resposta imune”, explica Carolina Lucas, em entrevista ao G1. “[A partir do novo dia após a infeção] a análise de sangue de determinados marcadores [imunológicos] seria suficiente para conseguir prever se o paciente vai desenvolver um quadro clínico mais severo ou se vai começar a melhorar”, explicou. Com essa previsão os médicos poderiam incluir no tratamento remédios que ajudassem a moderar a resposta do sistema imunológico nos casos em que a reação é desproporcional.

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