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Pfizer inicia testes clínicos de comprimido contra a Covid-19

O estudo envolverá 2.600 adultos que apresentarem sinais de infecção ou que souberem que foram expostos ao vírus

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 28 set 2021, 15h07 - Publicado em 28 set 2021, 15h06

A Pfizer anunciou, nesta segunda-feira (27), que começou os ensaios clínicos de fase intermediária e avançada de uma pílula que pode prevenir a Covid-19 em pessoas expostas ao vírus.

O medicamento, batizado de PF-07321332, está sendo desenvolvido desde março de 2020 pela farmacêutica estadunidense e se passar nos novos testes pode ser eficaz para combater os estágios iniciais da infecção pelo Sars-CoV-2 e evitaria que a doença progredisse para um estado grave.

“Acreditamos que o combate ao vírus exigirá tratamentos eficazes para as pessoas que contraírem ou forem expostas ao vírus, complementando o impacto que as vacinas tiveram”, diz Mikael Dolsten, chefe de pesquisa científica da Pfizer.

O objetivo do teste é determinar a segurança e a eficácia do medicamento na prevenção de uma infecção pela Covid-19 e o desenvolvimento de sintomas até o 14º dia após a exposição ao coronavírus.

A farmacêutica está testando o PF-07321332 em combinação com o ritonavir, que já é usado contra HIV. Em testes de laboratório, a pílula, conhecida como um “inibidor da protease”, demonstrou interromper o efeito de replicação do vírus.

O ensaio clínico envolverá 2.600 adultos que participarão dos testes assim que apresentarem sinais de infecção por Covid-19 ou assim que souberem que foram expostos ao vírus. Eles receberão aleatoriamente uma combinação de PF-07321332 e ritonavir, ou um placebo, duas vezes ao dia por cinco a dez dias.

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