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Morre voluntário brasileiro de testes da vacina de Oxford

Informação foi confirmada pela Anvisa; médico recém-formado tomou placebo, substância sem efeito no organismo

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 22 out 2020, 10h02 - Publicado em 21 out 2020, 14h01

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que um voluntário brasileiro que participava dos testes da vacina de Oxford morreu devido a complicações de Covid-19. O anúncio oficial foi feito nesta quarta-feira (21). João Pedro Feitosa tomou um placebo, ou seja, não recebeu a dose real do imunizante, mas uma substância sem efeito no organismo.

De acordo com o órgão, a notificação do óbito foi feita em 19 de outubro.

Abaixo, veja a íntegra do posicionamento divulgado pela Anvisa:

“Em relação ao falecimento do voluntário dos testes da vacina de Oxford, a Anvisa foi formalmente informada desse fato em 19 de outubro de 2020. Foram compartilhados com a Agência os dados referentes à investigação realizada pelo Comitê Internacional de Avaliação de Segurança. É importante ressaltar que, com base nos compromissos de confidencialidade ética previstos no protocolo, as agências reguladoras envolvidas recebem dados parciais referentes à investigação realizada por esse comitê, que sugeriu pelo prosseguimento do estudo. Assim, o processo permanece em avaliação.

Portanto, a Anvisa reitera que, segundo regulamentos nacionais e internacionais de Boas Práticas Clínicas, os dados sobre voluntários de pesquisas clínicas devem ser mantidos em sigilo, em conformidade com princípios de confidencialidade, dignidade humana e proteção dos participantes.

A Anvisa está comprometida a cumprir esses regulamentos, de forma a assegurar a privacidade dos voluntários e também a confiabilidade do país para a execução de estudos de tamanha relevância.

A Agência cumpriu, cumpre e cumprirá a sua missão institucional de proteger a saúde da população brasileira.”

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