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Maternidades proíbem visitas e reduzem equipes na hora do parto

A demanda por partos hospitalares não diminuiu, mas novos cuidados se fazem necessários também no pré-natal e na hora da amamentação

Por Alice Padilha
3 abr 2020, 18h38 • Atualizado em 27 Maio 2024, 18h29
Mulher grávida.
 (Pixabay/Creative Commons)
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  • Em meio aos casos crescentes do novo coronavírus no país, as maternidades paulistanas estão tomando medidas emergenciais para proteger a saúde das mães e dos bebês. A demanda por partos hospitalares não diminuiu, mas novos cuidados se fazem necessários, como a realização de alguns procedimentos em domicílio e a proibição de visitas. “Felizmente, no panorama geral, são raríssimos os casos de complicações com gestantes e muito menos com recém-nascidos. Dificilmente temos recém-nascidos que testam positivo para o Covid-19 e não temos relatos de casos que tenham evoluído com quadro de gravidade no primeiro ano de vida”, explica o doutor Linus Pauling Fascina, gerente médico da área materno-infantil do Hospital Israelita Albert Einstein.

    A instituição, que testou o primeiro caso positivo da doença no país, já vinha se preparando há algum tempo para a situação. As adaptações começam antes mesmo do parto: as gestantes podem entrar em contato com suas obstetras em casa durante o pré-natal e, a partir de uma avaliação clínica, descobrir quais procedimentos são necessários. Elas podem optar por usar o programa Einstein Até Você, que permite que exames mais simples, como o de sangue, sejam feitos em casa. “A ultrassonografia, no entanto, deve ser feita nas unidades, pois exige um contato mais prolongado e  o uso de aparelhos de alta definição”, pontua Fascina. 

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    De acordo com as estratégias globais para minimizar a transmissão do Covid-19, a equipe de profissionais presentes durante o parto foi reduzida para cinco pessoas (incluso o médico principal). Visitas estão proibidas e o acompanhamento é exclusivo para o/a cônjuge, que recebe paramentação especial, composta por máscara, avental e luvas. Em comunicado, o hospital estabelece que “a rotatividade de acompanhantes é totalmente indesejada, sendo recomendada a permanência em períodos de 12 horas ao menos”. Mães que testem positivo para o novo coronavírus devem chegar à unidade com máscaras cirúrgicas e ficam plenamente isoladas em quartos com pressão negativa.

    No entanto, a postura da instituição é de não afastar a mãe infectada do recém-nascido. Pelo contrário. “Incentivamos que a mãe Covid-positiva fique junto de seu bebê e mantenha a estrutura de aleitamento materno. Orientamos que o bebê fique à distância de 1 a 2 metros quando não estiver sendo amamentado e que as mães lavem sempre as mãos antes e depois de pegar o filho”, explica o médico.

    O Hospital Santa Joana, responsável pelo maior número de partos por mês na cidade, segue diretrizes ligeiramente diferentes. Não há a possibilidade de realizar nenhum tipo de procedimento em domicílio, por exemplo. “É importante deixar claro que o ambiente que o hospital preparou para as pacientes continua sendo seguro, estejam elas gripadas ou não”, ressalta o doutor Rodrigo Buzzini, diretor clínico da Maternidade Pro Matre Paulista. A instituição é parte do Grupo Santa Joana, que inclui ainda o Hospital e Maternidade Santa Maria.

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    Na rede, gestantes com sintomas respiratórios passam pela triagem, recebem uma máscara cirúrgica e são encaminhadas para um ambiente separado. Todas as gestantes têm direito a apenas um acompanhante de sua livre escolha, que também recebe máscara e é orientado a não circular pela maternidade. Visitantes estão proibidos.

      Em comunicado, o grupo estabelece que “foram separados leitos específicos para a internação de pacientes infectados pelo coronavírus, o que facilitou o treinamento da equipe e limitou o número de profissionais expostos”. Não houve restrição no número de componentes da equipe assistencial. 

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      Buzzini explica que, no caso de mães Covid-positivo, o procedimento é necessariamente customizado de acordo com o quadro viral dela. “Não podemos colocar uma decisão de grupo, principalmente se tratando de uma doença nova. Mas tudo que puder ser feito para preservar o contato mãe-bebê será feito”, ressalta.

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