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Mais de 90% dos médicos em SP não fizeram teste para o coronavírus

Levantamento feito pela Associação Paulista de Medicina indica que, dos profissionais que atuam no combate à doença, 35% pertencem a algum grupo de risco

Por Redação VEJA São Paulo 28 abr 2020, 11h28

Mais de 90% dos médicos em atividade no estado de São Paulo não foram submetidos a testes para saber se foram infectados pelo novo coronavírus, segundo matéria publicada pelo G1. O dado faz parte de uma pesquisa realizada pela Associação Paulista de Medicina com cerca de dois mil médicos das redes de saúde pública e particular.

A pesquisa foi feita entre os dias 9 e 17 de abril. Dos entrevistados, 65% trabalhavam em hospitais e prontos-socorros que recebem pacientes com Covid-19; enquanto 59% haviam atendido alguém desse grupo. Já 34% afirmaram ter assistido pessoas com confirmação da doença. E 13% relatam que acompanharam enfermo que veio a falecer.

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Desse montante, 35% dos profissionais entrevistados pertencem a algum grupo de risco, são diabéticos, hipertensos, obesos ou têm alguma doença cardiovascular.

O levantamento também revela que a classe médica de São Paulo está preocupada com as condições de trabalho: 76% disseram que o clima nos hospitais, clínicas e consultórios é de apreensão.

Ainda segundo a pesquisa, 50% relataram falta de máscaras do tipo N95, que são as mais seguras; 66% apontaram falta de testes e apenas 15% dos entrevistados disseram ter recebido treinamento específico e portanto se sentem capacitados para atender vítimas da Covid-19, em qualquer fase da doença.

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