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Jogos de carta e de tabuleiro aumentam qualidade de vida de idosos, diz estudo da USP

Atividades podem melhorar funções mentais e reduzir sintomas depressivos

Por Redação VEJA São Paulo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
16 mar 2026, 15h31 • Atualizado em 17 mar 2026, 09h52
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 (EACH/Divulgação)
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  • Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) revelou que atividades que promovem estimulação cognitiva, como jogos de cartas e de tabuleiro, podem melhorar funções mentais de idosos, reduzir sintomas depressivos e ampliar a percepção de qualidade de vida.

    A pesquisa, liderada pela gerontóloga e professora Thais Bento Lima-Silva, do curso de Gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, acompanhou durante 24 meses 207 idosos saudáveis.

    Os participantes foram divididos em três grupos: o grupo de estimulação cognitiva, que participou de atividades da pesquisa durante 18 meses, o grupo controle ativo, que recebeu informações sobre envelhecimento e saúde pelo mesmo período e o grupo controle passivo, que apenas realizou as avaliações do estudo.

    As atividades propostas para o primeiro grupo foram:

    • exercícios com ábaco, instrumento milenar de cálculo manual;
    • atividades com lápis e papel;
    • jogos de cartas e de tabuleiro;
    • dinâmicas em grupo com jogos de tabuleiro e jogos de estratégia;
    • plataforma online de jogos cognitivos  para exercícios realizados em casa.

    O objetivo da pesquisa foi medir o impacto de um programa estruturado e prolongado de estimulação cognitiva na saúde mental e no bem-estar de pessoas idosas.

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    Resultados

    Os achados indicaram que os participantes submetidos à estimulação cognitiva apresentaram melhor desempenho nas funções executivas, capacidades relacionadas ao planejamento, à tomada de decisões, à solução de problemas e à execução de atividades do dia a dia.

    Também foi identificada uma diminuição na percepção de declínio cognitivo, aspecto que pode ajudar a reduzir a probabilidade de progressão para condições mais graves, como o comprometimento cognitivo leve e a demência.

    Os participantes também relataram aumento na percepção de qualidade de vida e redução de sintomas depressivos.

    A estimulação cognitiva pode ser iniciada em qualquer etapa da vida, inclusive antes do aparecimento de sinais de declínio cognitivo. A prática frequente de atividades intelectualmente desafiadoras contribui para fortalecer a chamada reserva cognitiva, mecanismo associado a uma maior capacidade do cérebro de resistir aos efeitos do envelhecimento.

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    O estudo também evidenciou que intervenções preventivas realizadas por longos períodos são viáveis, podendo ser ampliadas e aplicadas em maior escala, além de contribuir para estratégias de promoção da saúde durante o envelhecimento.

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    O estudo foi desenvolvido em colaboração com o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e financiado pelo Instituto SUPERA.

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