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Vacina: Doria anuncia compra de 20 milhões de doses da Sputnik V e 20 milhões da Pfizer

Anúncio foi feito durante reunião com prefeitos do estado

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 2 mar 2021, 20h15 - Publicado em 2 mar 2021, 20h13

O governador de São Paulo afirmou para prefeitos do estado que a gestão paulista vai adquirir mais 40 milhões de doses de vacinas, além de outras 20 milhões já previstas da CoronaVac. Durante reunião nesta terça-feira (2), de acordo com o G1, João Doria (PSDB) anunciou 20 milhões de frascos da vacina russa Sputnik V e 20 milhões da produzida pela farmacêutica norte-americana Pfizer.

“Ao final deste ano já teremos um Natal em uma circunstância completamente diferente desta que estamos vivendo agora e que vamos viver nas próximas duas semanas”, disse o tucano. Na reunião, Doria afirmou que as doses adicionais serão adquiridas após o Instituto Butantan entregar todas as 46 milhões de doses adquiridas pelo governo federal, que devem ser encaminhadas até abril.

Depois disso, de acordo com Doria, “não haverá mais exclusividade” na venda das vacinas do Butantan para o governo federal. “São Paulo e todos os demais estados poderão também comprar vacinas”, disse o governador.

A vacina da Pfizer é a única que teve o registro definitivo solicitado e aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ou seja, caso adquirida, pode ser usada em todas as faixas etárias, ao contrário de vacinas como a CoronaVac e a de Oxford, que foram aprovadas em caráter emergencial para os grupos de risco.

A Anvisa anunciou que vai visitar nos próximos dias as instalações da fábrica no Brasil que produz a Sputnik V, que fica localizada na cidade de Guarulhos, na Grande São Paulo. O imunizante é fabricada por aqui pelo laboratório União Química. O produto russo ainda não teve o seu pedido de uso emergencial aprovado.

RESTRIÇÕES MAIS DURAS

O governador de São Paulo, João Doria, disse nesta terça que o estado entrou na pior semana da pandemia desde o começo da crise sanitária e afirmou ainda que não descarta nenhuma medida contra o avanço do coronavírus. A expectativa é de que ele anuncie na quarta-feira (3) a regressão de todo o estado para a fase vermelha do Plano São Paulo.

A fase vermelha permite a abertura apenas de serviços considerados essenciais.

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