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Insumos para 18 milhões de doses da CoronaVac estão parados na China, diz Doria

Sem a chegada de mais IFA, Butantan deve paralisar produção do imunizante

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 10 Maio 2021, 20h17 - Publicado em 10 Maio 2021, 19h40

O governador João Doria (PSDB) participou na tarde desta segunda-feira (10) de uma cerimônia para o início da vacinação de pessoas com Síndrome de Down no estado de São Paulo. Após o evento Doria conversou com jornalistas e afirmou que 10 000 litros de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) para a produção da vacina CoronaVac estão parados na China.

Na última semana o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que a partir da sexta (14) a fabricação da vacina pode ser paralisada: os insumos recebidos da China chegarão ao fim e a instituição depende da chegada de mais IFA para seguir com a produção. De acordo com o governador, o insumo está parado nos refrigeradores do laboratório Sinovac, no país asiático.

“O governo da China não autorizou o embarque. Há um problema diplomático, que se dá pelas manifestações erráticas do governo federal”, disse Doria. “Temos 10 000 litros [parados], o que corresponde a quase 18 milhões de doses”. Na quarta-feira passada o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chamou a pandemia de “guerra química”, insinuando que quem estaria por trás da suposta “guerra” seria a China.

Até o fim desta semana o Butantan deve finalizar a entrega da primeira parte dos imunizantes acordados com o governo federal, totalizando 46 milhões de doses. O início da próxima etapa, de 54 milhões de doses até agosto, depende da chegada de mais IFA. “Após isso [14 de maio] não temos mais matéria-prima”, disse Dimas Covas na semana passada.

PRIMEIRA DOSE

A aplicação da primeira dose da vacina da Covid-19 foi paralisada na cidade de São Paulo pela falta de vacinas. O secretário municipal da Saúde, Edson aparecido, afirmou nesta segunda que o estoque disponível para o município é apenas para a segunda dose. Leia mais aqui. 

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