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Capital só tem disponibilidade da CoronaVac para segunda dose

O secretário municipal da Saúde Edson Aparecido afirmou não haver previsão para a retomada da aplicação do imunizante em pessoas ainda não vacinadas

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 10 Maio 2021, 18h16 - Publicado em 10 Maio 2021, 17h03

Não há previsão para a retomada de aplicação das primeiras doses da vacina CoronaVac na cidade de São Paulo. O secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, disse nesta segunda-feira (10) que o estoque disponível no município é apenas para a segunda dose. A afirmação aconteceu enquanto acompanhava o início da vacinação para pessoas com comorbidades na UBS Max Perlman, no Itaim Bibi, Zona Oeste. 

De acordo com Aparecido, é possível que ocorram “faltas pontuais” de doses de reforço do imunizante produzido pelo Instituto Butantan em parceria com a Sinovac. Mas, ainda segundo ele, nesses casos de atrasos as pessoas são convocadas em até 48 horas para receber a dose em questão a partir de um sistema de transferência. 

As aplicações da segunda dose acontecem somente nas unidades de saúde por questões de controle. Isso vale para todos os imunizantes disponíveis e distribuídos em território nacional. 

Edson Aparecido ainda disse que existe a procura de outros municípios para completar o ciclo vacinal na capital. “Por isso que deixamos segunda dose só para as unidades, porque, de alguma maneira, elas têm algum controle do SUS dependente do território”. Segundo ele, não há proibições para quem não é da cidade e essa proposta não chegou a ser discutida. 

Em relação a vacina da Pfizer, como aumentou o prazo de aplicação da segunda dose de 21 dias para 12 semanas, a Secretaria Estadual da Saúde autorizou que o lote atual fosse aplicado como primeira dose.

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“A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), informa que, até o momento, já aplicou 3.777.856 doses contra Covid-19, sendo 2.391.976 da primeira dose e 1.385.880 da segunda (Vacivida). A vacinação segue com as doses da Oxford/AstraZeneca e CoronaVac, esta última apenas para aplicação da segunda dose. A cidade aguarda novas remessas da Coronavac para que ela seja utilizada como primeira dose”, disse a pasta em nota enviada à VEJA SÃO PAULO.

Novas doses

O Instituto Butantan entregou nesta segunda (10) mais 2 milhões de doses da vacina contra o coronavírus CoronaVac. Com este lote, o instituto totaliza 45,1 milhões de doses do imunizante desenvolvido em parceria com o laboratório chinês Sinovac disponibilizadas para o Programa Nacional de Imunizações.

A previsão é que o Butantan libere mais um milhão de doses na próxima quarta-feira (12), com concluindo o primeiro contrato assinado com o Ministério da Saúde para fornecimento de 46 milhões de doses da vacina. Não previsão de quantas dessas doses serão entregues para a cidade de São Paulo.

Em relação as outras vacinas, o Ministério da Saúde começou a distribuir a partir também nesta segunda (10) mais um lote com 1,12 milhão de doses da vacina contra a Covid-19 da Pfizer/BioNTech. As doses são destinadas para a primeira aplicação em pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas e pessoas com deficiência permanente.

Segundo o ministério, todos os estados e o Distrito Federal receberão o imunizante de forma proporcional e igualitária. Na semana passada, o governo distribuiu o primeiro lote de vacinas da Pfizer com 1 milhão de doses.

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