Clique e Assine a partir de R$ 8,90/mês

Clínicas identifica caso de ‘fungo negro’ em paciente com Covid-19

Jovem, ele não apresenta comorbidades associadas à mucormicose, doença rara que acometeu cerca de 9 000 pessoas na Índia

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 29 jun 2021, 17h58 - Publicado em 2 jun 2021, 11h27

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP investiga um caso de infecção por mucormicose, conhecida popularmente como ‘fungo negro’, em um paciente também diagnosticado com Covid-19. A instituição comunicou sobre o caso nesta quarta-feira (2).

Segundo o hospital, a pessoa é jovem, com menos de 40 anos, e não apresenta comorbidades associadas ao fungo. Apesar de ser rara no Brasil, a mucormicose já afetou aproximadamente 9 000 pessoas na índia. A doença tem alta taxa de mortalidade, sendo fatal para mais de 50% dos acometidos. Sua manifestação necrosa tecidos do rosto, atingindo nariz, olhos e podendo chegar até o cérebro. Em diversos casos são necessárias cirurgias mutilantes, retirando tais partes do corpo caso afetadas.

LEIA TAMBÉM: Mucormicose: entenda a relação entre a doença do fungo negro e a Covid-19 

O ‘fungo negro’ já foi identificado neste ano em Santa Catarina e Manaus. O micro-organismo não é transmissível e não há risco de se tornar um problema de saúde pública no país, segundo especialistas. As condições climáticas e sanitárias do Brasil são melhores do que na Índia, além da diferença de quantidade de pacientes diabéticos, que é extremamente alta no país asiático e é condição associada à doença. 

+Assine a Vejinha a partir de 8,90.

  •  

    Continua após a publicidade
    Publicidade