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Governo de SP vai contratar 4 500 leitos da rede privada

Secretário da Saúde José Henrique Germann afirma que medida foi tomada pelo risco de estrangulamento do sistema público

Por Redação VEJA São Paulo - 20 May 2020, 15h40

João Doria divulgou durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (20) que o governo de São Paulo irá contratar 4 500 leitos da rede privada de saúde, voltados para pacientes com casos suspeitos ou confirmados da Covid-19.

Do total, 1 500 serão de UTI. “Com essa medida, São Paulo praticamente dobra o numero de leitos disponíveis para o atendimento aos pacientes com coronavírus”, afirmou o governador. “Em vinte dias, todos os leitos deverão estar implantados e operacionalizados. Até no máximo, 11 de junho”, prometeu o tucano.

O estado tinha 3 500 leitos do SUS antes da pandemia. Até o momento, 1 624 novos foram implementados na rede pública. O investimento para o aluguel dos espaços na rede privada será de 594 milhões de reais. O valor da diária que será paga para os hospitais é de 1 600 reais por dia para UTI.

“Estamos diante de um preocupante cenário de escalada da pandemia, com risco de estrangulamento do sistema. Por isso, o Centro de Contingência recomendou, a partir de estudos técnicos, a contratação de leitos em parceria com a iniciativa privada, o que nos dará condições de acolhermos os doentes de coronavírus, seja os que precisam de UTI ou leito hospitalar clínico”, afirmou José Henrique Germann, secretário da Saúde de São Paulo.

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